Uma família denuncia demora no atendimento de uma adolescente que deu entrada no Hospital Regional da Mata, em União dos Palmares, com fortes dores. Os parentes afirmam que a jovem passou dias internada sem que os médicos conseguissem diagnosticar a causa do quadro, o que gerou angústia e revolta. Em resposta, a unidade de saúde nega negligência e afirma que todos os exames realizados não identificaram a origem do problema.
Segundo os familiares, a adolescente foi levada ao hospital com dores intensas e persistentes, mas, mesmo após dias de internação, não houve um diagnóstico conclusivo. A demora teria agravado o sofrimento da paciente e deixado a família sem respostas. Os parentes pedem providências das autoridades de saúde para esclarecer o caso e garantir que a jovem receba o tratamento adequado.
O Hospital Regional da Mata, por sua vez, emitiu nota oficial negando qualquer negligência. A direção da unidade informou que foram realizados todos os exames disponíveis, mas que nenhum deles conseguiu identificar a causa das dores. O hospital afirma que a equipe médica seguiu os protocolos estabelecidos e que a paciente recebeu assistência contínua durante o período de internação.
O caso expõe desafios recorrentes na rede pública de saúde de Alagoas, onde a falta de recursos e a superlotação de unidades muitas vezes comprometem a agilidade no diagnóstico. A situação também levanta questionamentos sobre a capacidade de hospitais regionais em lidar com quadros complexos, especialmente quando exames de maior complexidade não estão disponíveis localmente.
Enquanto a família busca respostas e cobra transparência, o hospital reforça que segue aberto a esclarecimentos e que aguarda a evolução do caso para novas investigações. O episódio se soma a outras denúncias de demora no atendimento em unidades de saúde do estado, como o caso de negligência no Hospital Geral do Estado (HGE), onde uma filha denunciou suposta falha após a morte da mãe vítima de ataque do ex-companheiro. Em Alagoas, a violência doméstica e a vulnerabilidade de crianças e adolescentes também são temas recorrentes, com registros de 277 vítimas de estupro de vulnerável em 2026, uma média de dois casos por dia.
A família da adolescente espera que o caso sirva de alerta para que outras pessoas não passem pela mesma angústia. Enquanto isso, o Hospital Regional da Mata afirma que continuará prestando assistência e que novas avaliações podem ser necessárias para chegar a um diagnóstico definitivo.
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