O Ministério da Fazenda liberou, na noite desta quarta-feira, um empréstimo de R$ 5,4 bilhões para o governo de São Paulo, poucas horas após o estado acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para destravar a operação. O despacho foi assinado pelo secretário-executivo da pasta, Durigan, autorizando o crédito com o Banco do Brasil.
Segundo o governo paulista, os recursos serão destinados a obras de infraestrutura, incluindo linhas de metrô, trem e rodovia. A liberação ocorre em meio a um cenário de tensão entre o Palácio dos Bandeirantes e a União, que vinha segurando a operação.
A movimentação acontece em um contexto de disputas federativas, como a reação do Congresso à tarifa dos EUA sobre o aço brasileiro e a ameaça de veto à renegociação de dívidas rurais, temas que ampliam o atrito entre os entes.
O governo de São Paulo comemorou a decisão, mas o timing levanta questionamentos sobre a influência do STF nas negociações com a União. A expectativa agora é de que os recursos sejam liberados de forma célere, com o estado já planejando o início das obras.
O caso deve repercutir em outros estados que aguardam liberações semelhantes, como Alagoas, que também enfrenta gargalos em obras de infraestrutura. A novela do empréstimo paulista, no entanto, deixa no ar a dúvida: afinal, quem manda na liberação de crédito, a Fazenda ou o Supremo?
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