Flávio Bolsonaro chora em carta a Jair Bolsonaro e classifica proibição de visita no Dia dos Pais como ‘desumana’

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escreveu uma carta ao ex-presidente Jair Bolsonaro neste sábado (8), na qual classificou como “desumana” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o proibiu de visitar o pai no Dia dos Pais. Na mensagem, Flávio também afirmou contar com o apoio de lideranças do centrão, mesmo sem apoio formal de partidos.

A proibição foi imposta por Moraes em resposta a um pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que os filhos pudessem visitá-lo no domingo. O ministro rejeitou o pedido, mantendo as restrições impostas ao ex-presidente. A decisão gerou reação imediata de Flávio, que, em tom emocionado, disse que a medida fere princípios familiares e direitos básicos.

Reação e contexto político

Na carta, Flávio Bolsonaro expressou sua indignação e tristeza, afirmando que a proibição é um ato de crueldade. Ele também mencionou que, apesar das dificuldades, tem recebido solidariedade de diversas lideranças políticas, especialmente do centrão, bloco que historicamente negocia com diferentes espectros ideológicos. No entanto, essa adesão não se traduz em apoio formal de partidos, o que pode impactar sua campanha presidencial.

O episódio ocorre em um momento de intensa polarização política no Brasil, com as eleições de 2026 se aproximando e alianças sendo costuradas nos bastidores. A decisão de Moraes, vista por aliados de Bolsonaro como mais um capítulo da “perseguição política”, tende a reforçar o discurso de vitimização da base bolsonarista, enquanto críticos apontam para a necessidade de cumprir decisões judiciais.

Flávio Bolsonaro, que busca consolidar seu nome na disputa presidencial, tenta equilibrar o discurso de defesa da família com a necessidade de ampliar seu arco de alianças. A carta, além de um desabafo pessoal, também funciona como um instrumento político para mobilizar apoiadores e pressionar o STF.

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