Flávio Bolsonaro pede ao STF que declare Alexandre de Moraes suspeito em caso que envolve Daniel Vorcaro e Banco Master

O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência, protocolou nesta quinta-feira (5) um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para processar e julgar fatos relacionados a Daniel Vorcaro e ao Banco Master. A defesa do parlamentar argumenta que o impedimento se justifica pela suposta relação entre o magistrado e o empresário, que está preso em Brasília e negocia uma delação premiada com autoridades. Dados da Receita Federal mostram que o Master pagou R$ 80 milhões ao escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, pela prestação de serviços advocatícios. Os advogados de Flávio afirmam que não estão fazendo qualquer juízo de valor sobre a relação entre os dois, mas tentando garantir a observância das regras processuais e regimentais.

A ação de Flávio Bolsonaro foi apresentada após Moraes enviar para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). O petista solicitou que sejam apuradas supostas ligações entre Daniel Vorcaro e o senador, no que diz respeito ao financiamento, pelo banqueiro, da cinebiografia de Jair Bolsonaro, intitulada “Dark Horse”. Trocas de mensagens entre Flávio e Vorcaro, mostram o político do PL cobrando do banqueiro a destinação de recursos para a produção do filme. A defesa de Flávio quer que o pedido de Lindbergh seja redirecionado para relatoria do ministro André Mendonça.

O caso ganha contornos de um embate político mais amplo, envolvendo a atuação do STF em investigações que tocam diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. A suspeição de Alexandre de Moraes já foi levantada em outras ocasiões por integrantes da oposição, que criticam o que consideram uma atuação parcial do magistrado em processos contra bolsonaristas. Por outro lado, defensores de Moraes apontam que as acusações fazem parte de uma estratégia para deslegitimar investigações em andamento. O pedido de Flávio Bolsonaro agora aguarda decisão do STF, que pode rejeitar a suspeição ou determinar o redirecionamento do caso para outro relator.

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