O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, participou na manhã deste sábado (22) do evento de lançamento da candidatura de Douglas Ruas ao governo do Rio de Janeiro, realizado no Maracanãzinho. Em seu discurso, Flávio afirmou que, caso eleito, pretende classificar facções como Comando Vermelho e PCC como grupos narcoterroristas, proposta que consta em seu plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele também defendeu uma política de enfrentamento às organizações criminosas a partir do próximo ano.
“Eu não vou baixar a cabeça para bandido. Já tô avisando: marginais, narcoterroristas, vocês têm até dezembro desse ano para meter o pé do Brasil, porque, a partir de janeiro do ano que vem, nós vamos declarar guerra aos narcoterroristas”, declarou Flávio, em tom de ultimato.
Anistia e apoio no Congresso
Ao pedir votos para Carlos Jordy e Portinho, candidatos do PL ao Senado, Flávio afirmou que precisará do apoio dos dois no Congresso para aprovar propostas defendidas por sua candidatura. Entre elas, citou uma anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. “Vou precisar do Jordy e do Portinho para aprovar a Anistia ampla, geral e irrestrita aos perseguidos do 8 de janeiro. Eu vou precisar do Jordy e do Portinho para libertar Jair Messias Bolsonaro”, disse.
Mudanças na legislação penal
Os dois também foram citados como aliados na defesa de mudanças na legislação penal. Flávio disse que pretende reduzir para 14 anos a maioridade penal em casos de estupro. Ele também defendeu a castração química para estupradores e abusadores de mulheres e crianças, como prevê seu plano de governo. “As mulheres serão protegidas. Nós vamos aprovar a castração química para estupradores e abusadores de mulheres e crianças. Ah, mas o Flávio é radical. Não gostou, vota no defensor de bandido”, afirmou.
Douglas Ruas lança candidatura
Em discurso, Douglas Ruas resgatou a trajetória em São Gonçalo e apresentou propostas nas áreas de segurança, educação, saúde e políticas para mulheres. Filho de um policial e de uma dona de casa, o candidato ao governo do RJ afirmou que cresceu em um bairro humilde, onde melhorias dependiam da mobilização dos moradores. Segundo ele, a experiência ensinou que “quando o povo se une, a realidade muda”. O candidato contou que, aos 15 anos, acompanhava o pai, então prefeito de São Gonçalo, em um gabinete instalado no bairro para atender às demandas da população.
Ruas também citou sua passagem pela Polícia Civil e a formação em gestão pública. Na política, disse ter como objetivo “devolver o orgulho e a autoestima” aos moradores de São Gonçalo. Sobre sua atuação no estado, afirmou ter percorrido municípios e ouvido demandas da população, prometendo um governo próximo das comunidades.
O evento no Maracanãzinho reuniu lideranças do PL e apoiadores, marcando o início da campanha de Ruas ao Palácio Guanabara. A presença de Flávio Bolsonaro reforça a aliança entre a candidatura presidencial e a estadual no Rio, em um cenário de polarização política nacional.
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