O historiador e jornalista Geraldo De Majella levantou polêmica ao contestar a obra de R$ 200 milhões no Riacho Salgadinho, em Maceió. Para ele, o anúncio de “renascimento” do canal é prematuro: “o riacho continua morto”, disparou, apontando que a poluição e o esgoto seguem presentes no local.
A declaração surge em meio à repercussão do projeto de revitalização, que prometia devolver vida ao curso d’água. De Majella, porém, ironiza a narrativa oficial e cobra transparência sobre os resultados reais da intervenção. “Não adianta maquiar a realidade com cifras milionárias se a população ainda convive com o mau cheiro e a degradação”, criticou.
O historiador também relembrou o histórico de censura à imprensa em Alagoas, citando episódios que envolvem o pré-candidato ao governo João Henrique Caldas (JHC), em um contexto de autoritarismo que, segundo ele, se repete em diferentes esferas. A referência aparece em análise sobre os 62 anos do golpe militar e seus reflexos atuais.
Enquanto isso, a gestão municipal segue defendendo a obra como marco de recuperação ambiental. A expectativa é que novos relatórios técnicos sejam apresentados nos próximos meses para comprovar a eficácia do projeto. De Majella, porém, adianta que continuará fiscalizando: “vamos cobrar até que o riacho volte a ter vida de verdade”.
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