Uma mulher, cujo nome não foi divulgado, registrou boletim de ocorrência na delegacia local após sofrer um prejuízo de R$ 15 mil durante um relacionamento amoroso que, segundo a polícia, configura crime de estelionato amoroso. O investigado, ex-companheiro da vítima, teria conquistado sua confiança para obter empréstimos e vantagens financeiras, deixando-a em situação de vulnerabilidade econômica e emocional. O caso, que tramita sob sigilo, foi revelado pelo portal Frances News e agora é apurado pela Polícia Civil, que busca identificar outras possíveis vítimas.
De acordo com o relato da denunciante, o relacionamento durou cerca de oito meses, período em que o suspeito, identificado como Lucas Almeida (nome fictício), teria demonstrado afeto e planos futuros para, gradualmente, solicitar ajuda financeira. Inicialmente, os pedidos eram pequenos, mas, com o tempo, ele teria convencido a vítima a contratar empréstimos bancários e transferir valores para sua conta, sob a promessa de devolução. O montante total, de R$ 15 mil, inclui parcelas de cartão de crédito, transferências via Pix e até mesmo a venda de um veículo usado.
Padrão de crimes emocionais e financeiros
O caso se insere em um contexto nacional de aumento de denúncias de estelionato amoroso, crime que combina manipulação emocional e financeira. Especialistas apontam que, muitas vezes, as vítimas são pessoas solitárias ou recém-separadas, que buscam afeto e acabam sendo alvo de golpistas. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa da Mulher, reforça que a prática é difícil de ser comprovada, pois exige provas de dolo (intenção de enganar) e de que o relacionamento foi usado como instrumento para o crime.
No âmbito político, o caso reacende o debate sobre a necessidade de políticas públicas de educação financeira e proteção a vítimas de violência patrimonial. Deputados estaduais e federais têm apresentado projetos de lei que visam tipificar o estelionato amoroso como crime específico, com penas mais severas, e criar canais de denúncia anônimos. Enquanto isso, a Polícia Civil orienta que vítimas guardem comprovantes de transferências, mensagens e registros de conversas, que podem servir como provas.
A investigação segue em andamento, e o suspeito pode ser indiciado por estelionato (artigo 171 do Código Penal), com pena de reclusão de 1 a 5 anos, além de multa. A vítima, que pediu anonimato, afirmou estar em tratamento psicológico e que pretende buscar a reparação dos danos na Justiça. O caso também serve de alerta para a importância de desconfiar de pedidos financeiros em relacionamentos recentes, mesmo quando há demonstrações de afeto.
Fonte: ver noticia original

