Integrantes do governo federal não acreditam que a reciprocidade contra os Estados Unidos seja aplicada antes das eleições. O cenário projetado, porém, pode mudar, na visão do Planalto, se os americanos anunciarem outra medida contra o país.
A avaliação interna é de que uma resposta mais dura agora poderia gerar ruído desnecessário em um momento de disputa eleitoral. Por isso, a tendência é segurar qualquer anúncio de retaliação para depois do pleito.
Nos bastidores, a leitura é de que a paciência do governo tem limite. Caso Washington volte a agir de forma considerada hostil, o cálculo político pode ser revertido rapidamente.
O próximo passo esperado é a manutenção do tom cauteloso, com monitoramento constante das movimentações norte-americanas. A decisão final, contudo, segue condicionada ao comportamento dos EUA nas próximas semanas.
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