O Programa Empoderadas, alvo de exonerações e de suspeita de desvio de R$ 4,5 milhões, rebate as acusações e promete levar documentos ao Ministério Público. Lideranças do programa afirmam que as irregularidades apontadas não procedem e que a real situação é outra: mais de 200 profissionais estariam sem receber salários.

O grupo convoca um ato público para esta sexta-feira, em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual. A manifestação busca dar visibilidade à crise interna e pressionar por uma solução. Enquanto isso, o governo do Rio já exonerou 30 comissionados e suspendeu contratos na autarquia investigada, em um desdobramento que levanta ainda mais questionamentos sobre a gestão do programa.

A contestação chega em um momento delicado, em que a transparência na aplicação de recursos públicos é cobrada de forma cada vez mais intensa. As lideranças do Empoderadas garantem que vão apresentar ao MP todos os documentos que comprovam a regularidade das ações, mas a demora no pagamento dos profissionais pode ampliar o desgaste político.

O próximo passo esperado é a análise dos documentos pelo Ministério Público e a realização do ato, que deve reunir apoiadores e trabalhadores afetados. A repercussão do caso tende a pressionar o governo estadual a esclarecer os critérios das exonerações e a regularizar os pagamentos, sob risco de nova escalada do conflito.

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