O governo federal está otimista com a aprovação das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) da Segurança Pública e do fim da escala 6×1 no Senado, antes das eleições. A avaliação é de assessores presidenciais após os recentes encontros e afagos públicos entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na segunda-feira (17), no Amapá. A aprovação das propostas é vista como uma forte munição para a campanha de reeleição de Lula.
Segundo assessores, a votação das PECs pode ocorrer no próximo esforço concentrado do Senado, marcado para o final de agosto e início de setembro. A decisão, no entanto, depende basicamente de Alcolumbre pautar as matérias. Até lá, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar, deve tomar as providências necessárias para a tramitação das propostas.
Destravamento no Senado
Na semana passada, Alcolumbre anunciou que iria destravar a tramitação das duas PECs e encaminhá-las à CCJ, comandada por Otto Alencar, aliado de Lula. Além delas, o presidente do Senado também prometeu enviar à Comissão de Assuntos Econômicos o projeto que regula a exploração de minerais críticos no Brasil.
O clima de otimismo é evidente no Planalto. “Estamos, sim, otimistas. Se o Alcolumbre colocar para votar, dificilmente a oposição terá como derrubar as duas PECs. Seria desgaste certo na eleição”, afirmou um auxiliar direto do presidente Lula, confiante na reaproximação entre os dois líderes.
Panorama político e troca de apoios
A reaproximação entre Lula e Alcolumbre ocorre em um momento estratégico. Em troca do apoio para a votação das PECs, Alcolumbre, caso Lula seja reeleito, deverá receber o respaldo do presidente para uma nova reeleição no comando do Senado. Esse movimento reforça a articulação política do governo em um período pré-eleitoral, onde alianças e pautas de impacto social ganham destaque.
A aprovação das PECs, especialmente a que trata do fim da escala 6×1, é aguardada com expectativa por movimentos sociais e trabalhadores, enquanto a PEC da Segurança Pública visa modernizar o sistema de segurança no país. Ambas as propostas são consideradas prioritárias pelo governo, que busca entregar resultados concretos antes do pleito.
Fonte: ver noticia original

