A eliminação da seleção brasileira para a Noruega gerou reações contundentes na imprensa europeia, que questiona se o time nacional se transformou em uma marca comercial em detrimento de sua identidade esportiva. Jornais do Reino Unido, França e Alemanha destacam a falta de criatividade e a perda do estilo característico do futebol brasileiro, apontando que o desempenho em campo reflete uma crise mais profunda de gestão e planejamento.
O jornal britânico The Guardian publicou análise intitulada “Seleção brasileira virou uma marca em vez de um time?”, na qual critica a priorização de acordos comerciais e parcerias de marketing em detrimento da formação técnica e tática. A reportagem cita fontes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que reconhecem a pressão por resultados imediatos, mas não apresentam soluções concretas para reverter o quadro.
Panorama político e esportivo
A crise da seleção ocorre em meio a um cenário de instabilidade política no esporte brasileiro, com investigações sobre irregularidades na gestão da CBF e disputas internas entre federações estaduais. A eliminação para a Noruega, considerada uma zebra, expõe fragilidades que vão além do campo, como a falta de renovação de talentos e a dependência de jogadores que atuam no exterior.
Na França, o L’Équipe destacou que o Brasil não conseguiu impor seu jogo contra uma equipe tecnicamente inferior, evidenciando problemas táticos e de entrosamento. O jornal alemão Bild apontou que a seleção perdeu a “alma” que a tornou temida mundialmente, transformando-se em um time previsível e sem criatividade.
Especialistas consultados pelos veículos europeus afirmam que a comercialização excessiva do futebol brasileiro, com foco em patrocínios e direitos de imagem, prejudicou a formação de atletas e a identidade do jogo. Dados da FIFA mostram que o Brasil caiu no ranking de seleções, ocupando atualmente a 5ª posição, atrás de Argentina, França, Inglaterra e Bélgica.
A imprensa norueguesa, por sua vez, celebrou a vitória histórica, mas também ressaltou que o Brasil não apresentou o futebol ofensivo e envolvente que marcou gerações passadas. O jornal VG classificou a partida como “um reflexo da decadência de um gigante do esporte”.
Diante das críticas, a CBF emitiu nota oficial afirmando que “reconhece a necessidade de reavaliar o planejamento esportivo” e que “medidas serão tomadas para recuperar a competitividade da seleção”. No entanto, não foram apresentados prazos ou ações concretas.
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