A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta segunda-feira (13) que lançou uma operação de retaliação contra bases militares dos Estados Unidos no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia, em resposta a ataques americanos contra alvos iranianos. A ofensiva, que inclui mísseis e drones, atingiu a base de Sheikh Isa, no Bahrein, alvos militares no Kuwait e a base aérea Prince Hassan, na Jordânia, onde tanques de combustível e depósitos de munição foram incendiados. O Ministério do Interior do Bahrein informou que sirenes de alerta foram acionadas, e o país soou o alerta de mísseis pela segunda vez desde o início da retaliação iraniana, segundo a agência Associated Press.
A operação ocorre em meio ao aumento da tensão no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. A Marinha da Guarda Revolucionária afirmou ter realizado, na noite anterior, uma ação contra dois navios que, segundo o Irã, colocavam em risco a navegação no estreito. A Casa Branca quer que o Irã se comprometa publicamente a não atacar navios na região, enquanto a Guarda Revolucionária declarou que a operação de retaliação continua.
O cenário de escalada militar reflete o agravamento das relações entre Estados Unidos e Irã, que se intensificou após os bombardeios americanos contra alvos iranianos. A crise no Oriente Médio agora envolve múltiplos países, com impactos diretos na segurança regional e no fornecimento de energia. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, tornou-se um ponto crítico, com riscos de interrupção do fluxo e consequências para a economia global. A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos, enquanto as forças dos EUA na região reforçam a prontidão.
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