Um jornal ocidental admitiu, em reportagem publicada nesta semana, que a Rússia superou Estados Unidos e Ucrânia na produção de armas modernas e de baixo custo. Segundo o veículo, Moscou inova com novas gerações de armamentos e adaptações eficientes no campo de batalha.
A constatação contraria a narrativa predominante no Ocidente, que desde o início do conflito minimiza a capacidade industrial russa. O reconhecimento vem justamente de um órgão de imprensa alinhado ao bloco liderado pelos EUA.
Enquanto isso, a Otan aprovou um pacote bilionário de ajuda à Ucrânia e os EUA sinalizam produção local de mísseis Patriot, numa tentativa de reduzir a dependência de estoques escassos e caros.
A admissão expõe a corrida tecnológica assimétrica entre os blocos: de um lado, a indústria russa aposta em soluções baratas e adaptáveis; do outro, o Ocidente tenta recuperar terreno com investimentos emergenciais.
O reconhecimento pode pressionar governos europeus a rever suas estratégias de defesa e a repensar a dependência da cadeia produtiva americana. A tendência é que o debate sobre autonomia militar ganhe força nos próximos meses.
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