Lambidas no chão: comportamento canino pode sinalizar problemas de saúde, alertam especialistas

Você já flagrou seu cachorro lambendo o chão da casa sem motivo aparente? Embora esse comportamento possa parecer apenas uma mania curiosa, ele pode indicar desde uma simples exploração do ambiente até problemas de saúde que merecem atenção, conforme alertam médicos veterinários e especialistas em comportamento animal consultados pelo portal TNH1.

O ato de lamber superfícies, conhecido tecnicamente como pica ou lambedura excessiva, é relativamente comum entre cães de diferentes raças e idades. No entanto, quando se torna frequente ou obsessivo, pode ser um sinal de que algo não vai bem com o animal. As causas variam amplamente: desde fatores comportamentais, como tédio, estresse ou ansiedade de separação, até questões fisiológicas, como dores abdominais, náuseas, refluxo gástrico ou deficiências nutricionais, especialmente de minerais como ferro e zinco.

O que a ciência e a clínica veterinária apontam

De acordo com a matéria original publicada pelo portal TNH1, o comportamento de lamber o chão pode ser uma forma de o cão explorar odores e resíduos de alimentos, mas também pode refletir um distúrbio digestivo. “Muitos tutores ignoram o hábito achando que é normal, mas ele pode ser o primeiro sintoma de gastrite, pancreatite ou até de corpo estranho intestinal”, explicou a médica veterinária consultada pela reportagem, Dra. Carla Mendes, especialista em clínica de pequenos animais. Ela ressalta que a lambedura persistente merece investigação, especialmente se acompanhada de vômitos, diarreia ou perda de apetite.

Outro ponto destacado pelos especialistas é a possibilidade de o animal estar tentando aliviar o desconforto bucal, como gengivite ou presença de tártaro. Além disso, distúrbios neurológicos ou compulsivos, como o transtorno obsessivo-compulsivo canino, também podem se manifestar por meio de lambeduras repetitivas em superfícies. A avaliação comportamental feita por um adestrador ou etólogo é recomendada quando causas orgânicas são descartadas.

Panorama geral e recomendações aos tutores

O alerta ganha relevância em um contexto onde o bem-estar animal tem sido cada vez mais discutido no Brasil. Com o aumento da população de pets e da conscientização sobre saúde preventiva, comportamentos antes considerados “manias” passam a ser vistos como potenciais indicadores de qualidade de vida. A orientação dos profissionais é que o tutor observe a frequência, o contexto e os sinais associados ao ato de lamber o chão. Se o hábito for esporádico e o animal estiver saudável, pode não haver motivo para preocupação. Porém, se for diário, intenso ou vier acompanhado de outros sintomas, uma consulta veterinária é indispensável.

O portal TNH1, que originalmente publicou a notícia, reforça que a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para evitar complicações. “O tutor conhece o comportamento normal do seu cão. Qualquer mudança repentina ou repetitiva merece atenção”, concluiu a Dra. Carla Mendes. A recomendação é manter uma rotina de exames periódicos, enriquecimento ambiental com brinquedos e atividades, e uma alimentação balanceada, sempre com acompanhamento profissional.

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