Lista de bicheiro Adilsinho cita doação de R$ 3,2 milhões para ex-governador Cláudio Castro

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (2) a 5ª fase da Operação Unha e Carne, que tem como alvo o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e revelou uma lista de supostos pagamentos indevidos que inclui o nome do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). Segundo os investigadores, o documento apreendido menciona uma doação de R$ 3,2 milhões para o candidato Castro, que concorreu à reeleição em 2022. Apesar de constar na lista, o ex-governador não é alvo direto desta fase da operação, pois a Polícia Federal aprofunda as investigações sobre os vínculos entre os nomes citados e esquemas de lavagem de dinheiro.

A lista, atribuída a Adilsinho, reúne supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de dinheiro, além de nomes de agentes políticos do Rio de Janeiro. Adilsinho, que já estava preso, é alvo de um mandado de prisão na operação desta quinta-feira. A 5ª fase da Unha e Carne, deflagrada no Rio, mira a organização criminosa que atua em jogos ilegais e lavagem de dinheiro, com ramificações políticas.

Panorama político e impacto da investigação

A inclusão de Cláudio Castro na lista de Adilsinho ocorre em um momento de intensa movimentação política no estado, onde a Operação Unha e Carne já resultou em prisões e afastamentos de figuras públicas. O ex-governador, cassado em 2024 por irregularidades na campanha eleitoral, nega envolvimento com o bicheiro e afirma que a doação citada foi legal e registrada. No entanto, a PF segue apurando se os valores mencionados na lista têm origem ilícita, o que pode ampliar o escopo da investigação para outros agentes políticos.

De acordo com fontes a par da apuração, o nome de Castro e de outras pessoas constam da lista, mas não foram alvo da operação porque a Polícia Federal está aprofundando as investigações. A operação, que já tem cinco fases, expõe a complexa teia de relações entre o jogo ilegal, o financiamento político e a lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro, afetando a credibilidade de instituições e lideranças locais.

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