Maceió registrou uma série de casos de violência contra mulheres entre domingo (9) e a madrugada desta segunda-feira (10), em diferentes bairros da capital alagoana. As ocorrências envolveram agressões, ameaças, descumprimento de medida protetiva e violência doméstica, resultando em prisões em flagrante e na aplicação da Lei Maria da Penha.
No bairro do Rio Novo, uma mulher relatou que o companheiro bateu a cabeça dela contra a parede. Os dois foram conduzidos à Central de Flagrantes, onde o homem ficou preso por violência contra a mulher.
Casos na Cidade Universitária e no Trapiche da Barra
Na Cidade Universitária, duas ocorrências distintas foram registradas. Na primeira, uma mulher afirmou ter sido agredida pelo companheiro, que foi preso por lesão corporal no contexto da Lei Maria da Penha. Na segunda, outra mulher relatou ter sido agredida com empurrões e socos, além de danos a objetos e estruturas da residência. O agressor tentou fugir durante a abordagem, mas foi detido e autuado por vias de fato no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
No Trapiche da Barra, uma mulher relatou ameaças e ofensas. Segundo ela, o acusado afirmou que, caso ela não ficasse com ele, iria matá-la e que ela não ficaria com mais ninguém. O homem reagiu à prisão, desacatou policiais e tentou danificar o interior da viatura. Ele foi autuado em flagrante e permaneceu preso à disposição da Justiça.
Violência na Levada, no Benedito Bentes e no Canaã
Na Levada, no Brejal, vítimas relataram que um homem deu um tapa na boca da filha e tentou arrombar a porta da residência da ex-companheira, além de proferir ofensas e ameaças. O suspeito resistiu à prisão e, durante o transporte, desacatou e ameaçou policiais, além de se autolesionar.
No Benedito Bentes, duas mulheres foram vítimas de ex-companheiros. Na primeira ocorrência, o ex-companheiro tentou entrar na residência, arremessou uma pedra contra o imóvel, chutou o portão e fez ameaças, inclusive dizendo que pegaria uma arma. A vítima informou possuir medida protetiva de urgência contra ele, que foi localizado e autuado, em tese, por ameaça e descumprimento de medida protetiva. Na segunda, outra mulher afirmou ter sido agredida pelo ex-companheiro, que teria puxado seus braços durante uma discussão. Não foram observadas lesões aparentes, e o homem negou as agressões, dizendo que houve apenas uma discussão. Ele foi autuado em flagrante, em tese, por ameaça no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
No Canaã, uma mulher relatou que, após o rompimento do relacionamento, o companheiro retirou pertences da residência e simulou estar armado, afirmando que retornaria para “acertar as contas”. O homem confirmou ter simulado portar uma arma e disse ter utilizado um frasco de perfume. Ele foi autuado, em tese, por ameaça no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Feitosa e panorama geral
No Feitosa, uma denúncia de violência doméstica levou policiais até uma residência, onde a situação foi atendida. A série de casos em 24 horas evidencia a persistência da violência de gênero em Maceió, com destaque para a atuação da Polícia Civil e da Central de Flagrantes, que registraram as ocorrências e efetuaram as prisões.
Os casos reforçam a importância da Lei Maria da Penha e das medidas protetivas, mas também apontam para a necessidade de políticas públicas mais amplas de prevenção e acolhimento às vítimas. A capital alagoana, como outras cidades brasileiras, enfrenta o desafio de conter a violência doméstica, que muitas vezes ocorre dentro de casa, longe dos olhos da sociedade.
As autoridades locais seguem investigando os casos e orientam que denúncias sejam feitas pelo Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, ou pelo 190, da Polícia Militar. A rede de proteção à mulher em Alagoas inclui delegacias especializadas, casas-abrigo e centros de referência, mas a efetividade desses serviços depende de investimento contínuo e de uma mudança cultural que combata o machismo estrutural.
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