A família de Cleuber Parreira da Silva, fazendeiro de 66 anos encontrado carbonizado dentro de sua caminhonete em Caturaí, na Região Metropolitana de Goiânia, clama por justiça e investigação rigorosa do caso. Em entrevista à TV Anhanguera, a viúva Gleide Rosa de Oliveira Silva expressou sua dor e determinação: “Vou lutar por justiça, nem que seja a última coisa que eu possa fazer”. O crime ocorreu no dia 4 de agosto, quando Cleuber saiu da capital para ir ao seu sítio, mas deixou de fazer contato pela manhã. O corpo foi localizado na tarde do dia seguinte, já carbonizado, em uma área rural do município.
O principal suspeito do homicídio é André de Oliveira Souza, de 34 anos, caseiro de uma propriedade vizinha. Segundo as investigações, o veículo de André foi identificado próximo ao local do crime, o que o levou a ser preso em flagrante. No entanto, durante a audiência de custódia, a Justiça decidiu que ele deveria responder em liberdade, sob a condição de usar tornozeleira eletrônica, uma vez que o prazo legal de flagrante já havia expirado. A decisão gerou revolta na família da vítima, que teme a impunidade.
Dor e apelo por justiça
Emocionada, Gleide desabafou sobre a violência do crime: “É muito, muito triste. É muita covardia a pessoa vir tirar um bem da pessoa que está trabalhando e ainda fazer uma covardia dessa com a pessoa”. Ela afirmou que o marido não tinha desavenças com ninguém e que a família está abalada. O sobrinho da vítima, Pedro Henrique da Silva, também falou ao g1 e reforçou que não havia qualquer tipo de desentendimento entre o tio e o suspeito. “Muito pelo contrário, ele tinha uma boa relação com os vizinhos de sítio, inclusive com o André”, disse.
Defesa do suspeito
A defesa de André de Oliveira Souza, em nota, negou que ele seja o autor do crime. Segundo os advogados, os testemunhos coletados pela polícia descrevem “uma pessoa completamente diferente de André, tendo apenas emprestado e cedido seu veículo a terceiro, prática comum entre vizinhos de chácaras”. A defesa não comentou a decisão judicial, mas a família de Cleuber espera que as investigações avancem para esclarecer todos os detalhes.
Panorama e repercussão
O caso ganhou repercussão regional e reacendeu o debate sobre a segurança no campo. A morte de Cleuber ocorre em um contexto de crescente violência rural em Goiás, onde conflitos por terra e crimes passionais têm sido registrados. A soltura do suspeito, mesmo com monitoramento eletrônico, gerou críticas de entidades de defesa dos direitos humanos e de setores ligados ao agronegócio, que pedem celeridade na Justiça. A Polícia Civil de Goiás informou que as investigações continuam e que novas diligências serão realizadas para identificar todos os envolvidos.
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