Onça-pintada invade quintal e ataca cachorro minutos após família chegar de festa em Corumbá; terceiro caso desde junho acende alerta

Uma onça-pintada invadiu o quintal de uma residência em Corumbá (MS), na região de fronteira com a Bolívia, e atacou um cachorro na noite de sábado (8), apenas cinco minutos após a família chegar de uma festa da igreja. O ataque foi registrado por câmeras de segurança e é o terceiro caso de aparição de onças próximo às casas desde junho, gerando apreensão entre os moradores.

Nas imagens, a onça se aproxima rastejando, passa por baixo de uma cerca e avança contra o cão. Outros animais percebem a presença do felino e tentam fugir, mas a onça consegue alcançar o cachorro e o carrega para uma área de mata. A família, assustada com a proximidade do animal, acionou a Polícia Militar Ambiental (PMA).

Ataque em área movimentada

O imóvel fica próximo à Rodovia Ramon Gomes, uma via bastante movimentada que dá acesso à Bolívia, além de estar perto de uma escola e de um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A localização estratégica aumenta a preocupação, pois o trânsito constante de pessoas e veículos não impede a aproximação do felino.

Desde junho, moradores da região flagraram onças-pintadas três vezes tão perto das casas. Em maio, outro caso chamou a atenção em Corumbá: uma onça que rondava a região do Dom Bosco e do Mirante da Capivara foi capturada depois de matar uma cachorrinha. Na ocasião, uma operação montada retirou o animal da área urbana e o soltou na Serra do Amolar. A onça recebeu o nome de Corumbella.

Operação de captura e soltura

A captura de Corumbella envolveu 35 pessoas do grupo técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário, com apoio de uma aeronave do Exército, utilizada para transportar o animal com segurança até o local de soltura. A ação demonstra a complexidade do manejo desses animais em áreas urbanas.

O g1 tentou contato com a Polícia Militar Ambiental para saber quais providências foram tomadas após o novo ataque e se há orientações aos moradores da região, mas não obteve retorno até a publicação. A falta de resposta aumenta a incerteza da população, que convive com o risco iminente de novos encontros com onças-pintadas.

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