O Ministério Público (MP) denunciou à Justiça os quatro presos pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, lançada sem cordas durante um salto de rope jump na manhã do último dia 13 de junho, na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP). A vítima caiu de uma altura de 40 metros, e o caso ganhou repercussão nacional após a revelação de que os responsáveis descumpriram regras básicas de segurança em busca de lucro. Agora, a Justiça decidirá se aceita a denúncia, que pede a condenação por homicídio com dolo eventual qualificado e fraude processual, além de fixar reparação de R$ 200 mil pelos danos causados.
Os denunciados são Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, acusados de homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, e Evelyne dos Santos Gonçalves, acusada de homicídio com dolo eventual, qualificado por omissão imprópria, e fraude processual. O homicídio com dolo eventual ocorre quando a pessoa não tem a intenção de causar a morte, mas sabe que isso pode acontecer e assume o risco. O MP também requereu a manutenção da prisão preventiva dos três homens e a conversão da prisão temporária de Evelyne em preventiva.
O que acontece a partir de agora?
Os presos são investigados e nenhum deles foi condenado até o momento. A Justiça irá analisar se aceita ou não a denúncia do MP contra os quatro. Se aceita, será realizada uma audiência de instrução para ouvir os réus e definir se eles vão a júri popular. O advogado Daniel Pacheco, que não atua no caso, explicou o processo: ‘Recebendo a denúncia, o juiz vai mandar citar os réus para apresentarem a defesa, que é a resposta à acusação. Na sequência, vai ter uma audiência com juiz, advogado e promotor, em que vai ter toda uma instrução, com produção de prova, oitiva de testemunhas de acusação e defesa. No final, os réus são interrogados, e o juiz decide se manda ou não para o júri.’
O caso expõe falhas graves na fiscalização de atividades radicais e a busca por lucro em detrimento da segurança. A tragédia reacende o debate sobre a regulamentação de esportes de aventura e a responsabilidade penal de organizadores. A decisão da Justiça, que pode levar os acusados a júri popular, será acompanhada de perto pela opinião pública, que clama por justiça para Maria Eduarda e por medidas que evitem novas mortes.
Fonte: ver noticia original

