Um motorista que presta serviços ao Centro de Reabilitação Fisioterapêutico de Feira Grande, no interior de Alagoas, foi preso na segunda-feira (24), suspeito de importunar sexualmente uma paciente durante o transporte. O caso, registrado pelo g1 Alagoas, expõe a vulnerabilidade de pessoas que dependem do serviço público de saúde na região e a importância da denúncia para coibir abusos.
De acordo com a polícia, o suspeito, de 44 anos, foi identificado pelas iniciais A.S.. Ele é responsável pelo transporte de pacientes da zona rural até o centro da cidade, um serviço essencial para o acesso ao tratamento de reabilitação. A vítima, que não teve o nome divulgado, relatou que o motorista deixou os demais passageiros em suas respectivas residências e, depois disso, apenas ela e ele permaneceram no veículo.
Segundo o relato da mulher, nesse momento o homem teria passado as mãos nas pernas dela e dito palavras que a deixaram constrangida. A vítima, que já havia sofrido situações semelhantes anteriormente, mas não denunciou por medo, desta vez gravou a ação e apresentou o registro às autoridades. A atitude foi decisiva para a investigação e a prisão do suspeito.
Prisão e encaminhamento
A equipe policial realizou buscas e encontrou o homem próximo à casa onde mora, no Sítio Novo, na zona rural de Feira Grande. Ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Central de Polícia, onde ficou à disposição da Justiça. O g1 tenta localizar a assessoria de comunicação de Feira Grande para obter mais informações sobre o caso e o andamento do processo.
Panorama e impacto
O caso levanta preocupações sobre a segurança de pacientes que dependem de transporte público ou contratado para tratamentos de saúde, especialmente em áreas rurais, onde a locomoção é mais difícil e o contato com o motorista é mais próximo. A importunação sexual é crime previsto no Código Penal Brasileiro, com pena de 1 a 5 anos de reclusão, e a gravação feita pela vítima é uma prova importante para a responsabilização do agressor.
A prisão de A.S. também reforça a necessidade de políticas públicas que garantam a proteção de usuários de serviços de saúde, incluindo canais de denúncia acessíveis e acolhimento às vítimas. A atitude da mulher em registrar o abuso, mesmo após ter sofrido em silêncio por medo, é um exemplo de coragem e pode incentivar outras pessoas a denunciarem situações semelhantes.
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