A mais recente rodada de pesquisas da Quaest sobre a corrida presidencial de 2026, divulgada nesta segunda-feira (24), traça um panorama detalhado das intenções de voto em seis estados brasileiros: Alagoas, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O levantamento, realizado entre os dias 20 e 23 de agosto, ouviu eleitores em cada unidade da federação e testou dois cenários de primeiro turno: um com a presença de Pablo Marçal (PRTB), que pediu registro de candidatura apesar de estar inelegível, e outro sem ele na disputa. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, e a eleição está marcada para 4 de outubro.
Em Alagoas, o ex-presidente Lula (PT) aparece com vantagem de 15 pontos sobre Flávio Bolsonaro (PL). No cenário sem Pablo Marçal, Lula soma 44% das intenções de voto, contra 29% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos (Missão) aparece com 2%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD), o escritor Augusto Cury (Avante), Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) registram 1% cada. Os demais candidatos — Romeu Zema (Novo), veterinário Wilson Grassi (Democrata), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) — não pontuam. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 10%, e os indecisos chegam a 11%.
Com a inclusão de Pablo Marçal no cenário alagoano, os números sofrem pequena alteração: Lula oscila para 45% e Flávio Bolsonaro para 30%, enquanto Marçal aparece com 1%. Os demais candidatos mantêm ou reduzem seus percentuais, com Ronaldo Caiado caindo para 0%. O total de brancos, nulos e indecisos permanece em 10% e 11%, respectivamente. A pesquisa em Alagoas ouviu 804 pessoas e foi registrada no TSE sob os números AL-05503/2026 e BR-09091/2026.
Maranhão: o cenário mais favorável a Lula
No Maranhão, Lula alcança seu melhor desempenho entre os seis estados pesquisados, com vantagem superior a 30 pontos sobre Flávio Bolsonaro. No cenário sem Marçal, o petista lidera com 58%, contra 20% do candidato do PL. Ronaldo Caiado e Renan Santos aparecem com 2% cada, seguidos pelo escritor Augusto Cury e pelo veterinário Wilson Grassi, ambos com 1%. Os demais candidatos não pontuam. O índice de indecisos é de 11%, e 5% dos eleitores declaram voto em branco, nulo ou intenção de não votar.
Com a presença de Pablo Marçal no páreo maranhense, Lula mantém a liderança com 57%, enquanto Flávio Bolsonaro permanece com 20%. Marçal aparece com 1%, mesmo percentual de Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Hertz Dias. Os demais candidatos não pontuam ou oscilam para 0%.
Panorama nacional e impacto regional
Os números divulgados pela Quaest reforçam a polarização nacional entre os dois principais candidatos, mas também evidenciam diferenças regionais significativas. Enquanto no Maranhão a vantagem de Lula é ampla, em outros estados a disputa tende a ser mais acirrada, o que pode influenciar a estratégia de campanha das coligações nas próximas semanas. A inclusão de Pablo Marçal nos cenários, mesmo com sua situação jurídica indefinida, é um fator que as campanhas monitoram de perto, pois pode fragmentar votos e alterar o equilíbrio de forças em algumas regiões.
A pesquisa também ocorre em um momento em que o eleitorado demonstra preocupação com o uso de ferramentas tecnológicas no processo eleitoral. Levantamento anterior da Quaest apontou que 73% dos eleitores desaprovam o uso de inteligência artificial nas campanhas, um tema que deve ganhar relevância no debate público. Além disso, os dados regionais de agora se somam a outras pesquisas nacionais, como a do Datafolha, que recentemente mostrou Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 33% na corrida presidencial, uma diferença de 6 pontos percentuais.
Os resultados completos para os estados do Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também foram divulgados pela Quaest, ampliando o mosaico eleitoral para a reta final da campanha. A série de levantamentos, registrada no TSE, é uma das mais aguardadas para calibrar as expectativas dos partidos e coligações a menos de dois meses do pleito.
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