O Ministério Público do Acre (MP-AC) denunciou 29 pessoas suspeitas de integrar a facção criminosa Bonde dos 13, alvo da Operação Convergência Nacional, deflagrada em junho deste ano. A ação, que resultou na prisão de 19 suspeitos, alcançou os estados do Acre, Ceará e Santa Catarina, e agora avança na fase judicial com a apresentação formal da denúncia à Justiça acreana.
Segundo o MP-AC, 10 dos denunciados eram líderes do grupo criminoso, enquanto os demais exerciam funções na estrutura da facção. A denúncia é fruto de investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP. O órgão ministerial requer a condenação dos acusados por integrar organização criminosa, além da perda de bens apreendidos em favor do estado e o confisco de bens móveis, imóveis e ativos virtuais incompatíveis com a renda lícita dos últimos cinco anos, com base na Lei Antifacção.
Pedido de prisão preventiva e destinação de valores
O MP-AC também solicita a decretação da prisão preventiva de um dos denunciados, apontado como integrante da liderança e operador financeiro da organização criminosa. Além disso, pede o perdimento de valores em espécie apreendidos durante a operação, em favor do Educandário Santa Margarida. Após a apresentação da denúncia, caberá ao judiciário acreano decidir se acolhe e dá procedimento à ação ou a rejeita.
Detalhes da Operação Convergência Nacional
A Operação Convergência Nacional prendeu 18 pessoas em Rio Branco e uma em Epitaciolândia, sendo duas delas em flagrante durante o cumprimento das ordens judiciais. Ao todo, a Justiça expediu 42 mandados judiciais, sendo 21 de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão. As investigações começaram após a análise de dados extraídos de celulares apreendidos em outras ações policiais, o que permitiu identificar uma rede de integrantes que atuavam de forma coordenada dentro e fora do Acre.
O coordenador do Gaeco, promotor Antônio Alceste, afirmou que a operação faz parte de uma mobilização nacional de enfrentamento às facções criminosas e classificou a ação como um avanço nas investigações contra o grupo. A denúncia representa mais um passo no combate ao crime organizado, que tem se expandido para além das fronteiras estaduais, exigindo atuação integrada das forças de segurança.
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