A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado discutiu nesta sexta-feira (21) a criação de uma política nacional para identificar, acompanhar e prestar assistência às mulheres que receberam o implante contraceptivo Essure. O dispositivo, proibido no Brasil após relatos de efeitos colaterais graves, foi implantado em mais de 10 mil mulheres no país.
Durante a audiência, parlamentares e especialistas ouviram relatos de pacientes que enfrentam dores crônicas, sangramentos e outras complicações decorrentes do produto. O Essure, que era apresentado como um método permanente e não cirúrgico, deixou de ser comercializado após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspender sua venda.
As mulheres afetadas cobram do poder público um programa que garanta não apenas o acompanhamento médico, mas também a remoção do dispositivo quando necessário. A proposta em discussão prevê a criação de um cadastro nacional para mapear os casos e oferecer suporte psicológico e jurídico às vítimas.
O debate na CDH é o primeiro passo para a construção de um projeto de lei que regulamente a assistência. A expectativa é que o texto seja apresentado nos próximos meses e tramite em regime de urgência, dada a gravidade dos relatos e o número de mulheres atingidas.
Fonte: ver noticia original

