A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia divulgaram uma nova diretriz que altera o tratamento de gestantes com anticorpos contra a tireoide positivos (anti-TPO) e função tireoidiana normal. Segundo a orientação, essas mulheres não devem mais usar medicamento hormonal de forma preventiva.
A mudança é baseada em três grandes estudos recentes que comprovaram que o tratamento preventivo não reduz os riscos de abortamento ou parto prematuro nesse grupo. A recomendação anterior, que indicava o uso do hormônio, foi revisada após a análise dos novos dados científicos.
A informação foi divulgada pela Folha de Alagoas, que repercutiu a decisão das entidades médicas. A nova diretriz deve impactar o acompanhamento pré-natal em todo o país, orientando médicos a reavaliar a necessidade de prescrição do medicamento para gestantes com perfil específico.
Especialistas destacam que a medida não se aplica a todas as gestantes com problemas na tireoide, apenas àquelas com anticorpos positivos e função normal. O próximo passo esperado é a atualização dos protocolos clínicos nos serviços de saúde e a capacitação dos profissionais para a nova abordagem.
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