Tremores de terra voltaram a afetar a cidade de Granada, no sul da Espanha, na madrugada desta terça-feira (18). Segundo o Instituto Geográfico Nacional (IGN), pelo menos quatro terremotos de magnitudes entre 3,9 e 4,8 na escala Richter foram sentidos nas últimas horas, intensificando uma sequência sísmica que já dura cinco dias e preocupa moradores e autoridades locais.
De acordo com o instituto, desde a última sexta-feira (14), já foram registrados 432 tremores de terra na região que se estende por entre 2 e 12 quilômetros ao sul da cidade de Granada. A maioria das ocorrências é considerada leve e algumas sequer chegaram a ser sentidas pela população. Outras, contudo, como a do último sábado, causaram danos materiais e aumentaram a tensão em uma área historicamente sujeita a abalos sísmicos.
Panorama da atividade sísmica
Os abalos mais recentes ocorreram em um intervalo de poucas horas, com epicentros concentrados na zona sul de Granada, uma das regiões mais afetadas pela atual crise sísmica. O IGN monitora continuamente a atividade e atualiza os dados em tempo real, mas ainda não há previsão oficial sobre a duração da sequência. Especialistas ouvidos por veículos locais destacam que enxames sísmicos como este são relativamente comuns na Andaluzia, embora a frequência e a intensidade atuais chamem a atenção.
O tremor de maior magnitude registrado nesta madrugada alcançou 4,8 na escala Richter, suficiente para causar sustos e pequenos danos em edificações antigas. Relatos de moradores nas redes sociais mencionam objetos caindo de prateleiras e rachaduras em paredes, mas até o momento não há informações oficiais sobre feridos ou desabamentos.
Impacto e resposta das autoridades
A Defesa Civil espanhola e a prefeitura de Granada ativaram protocolos de emergência, com equipes de avaliação estrutural vistoriando prédios públicos e monumentos históricos. A Universidade de Granada, que mantém laboratórios de sismologia, colabora com o IGN na análise dos dados. Escolas em áreas próximas aos epicentros permanecem em alerta, e algumas atividades ao ar livre foram suspensas preventivamente.
O cenário reacende o debate sobre a preparação de cidades históricas para eventos sísmicos. Granada, conhecida por seu patrimônio arquitetônico, incluindo a Alhambra, enfrenta o desafio de conciliar preservação e segurança. Enquanto isso, a população convive com a incerteza, e as autoridades recomendam manter rotas de fuga e kits de emergência.
A situação em Granada ocorre em um contexto mais amplo de atenção a desastres naturais na Europa e no mundo. Recentemente, o Brasil anunciou a doação de 10 toneladas de arroz à Colômbia, afetada por um terremoto, conforme noticiado pela Agência Brasil. O episódio reforça a importância da cooperação internacional e de políticas de prevenção em regiões de risco sísmico.
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