Um homem de 60 anos, identificado como oficial reformado da Marinha do Brasil, foi preso em flagrante na segunda-feira (8) suspeito de importunar sexualmente duas atletas adolescentes da delegação de futebol de Rondônia, em um hotel localizado no bairro da Ponta Verde, em Maceió. As vítimas, de 14 e 15 anos, relataram à Polícia Militar de Alagoas (PM) que foram abordadas pelo suspeito dentro de um elevador e também no hall do hotel onde a delegação estava hospedada. O nome do suspeito não foi divulgado, mas a PM confirmou que ele seria um oficial reformado da Marinha. A ocorrência foi atendida pela guarnição motorizada Maré 05, acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).
As adolescentes estavam acompanhadas por uma advogada que integrava o grupo de Rondônia, que prestou apoio imediato às vítimas. A Polícia Militar informou que o suspeito foi detido ainda no local e encaminhado à delegacia, onde permanece à disposição da Justiça. A reportagem entrou em contato com a Marinha do Brasil para obter um posicionamento sobre o caso, mas não recebeu resposta até a última atualização desta matéria. As circunstâncias da agressão e a motivação do caso serão investigadas pela Polícia Civil de Alagoas.
Panorama político e social
O caso ocorre em meio a um contexto de crescente atenção às violências contra crianças e adolescentes no Brasil, especialmente em ambientes esportivos e de hospedagem. Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania indicam que, em 2025, o Disque 100 registrou mais de 12 mil denúncias de violência sexual contra menores, com aumento de 8% em relação ao ano anterior. A situação também levanta debates sobre a segurança em hotéis que recebem delegações esportivas, com especialistas cobrando protocolos mais rígidos de prevenção e acolhimento de vítimas. A presença de um oficial reformado da Marinha como suspeito adiciona complexidade ao caso, uma vez que militares reformados gozam de certa imunidade social e, em alguns casos, de foro privilegiado. A Polícia Civil de Alagoas, sob a supervisão do delegado-geral, deve apurar se houve falha na segurança do hotel ou se o suspeito agiu de forma oportunista. Organizações de defesa dos direitos das crianças, como o Conselho Tutelar de Maceió, já se manifestaram pedindo celeridade na investigação e garantia de proteção às vítimas.
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