Pai descobre morte da filha de 10 meses ao voltar de viagem: ‘Acabou com a minha vida’

O pai da bebê de 10 meses que morreu após ser vítima de estupro, Erisvaldo Almeida, disse que ficou sabendo da morte da filha quando retornava de uma viagem para Fortaleza. A própria mãe da criança ligou para comunicar a tragédia, ocorrida nesta segunda-feira (13), no bairro Dionísio Torres. Desde o crime, o pai afirma que não consegue realizar atividades básicas, como sair de casa e se alimentar. ‘Não estou suportando. Acabou com a minha vida, eles acabaram com a minha vida, esses desgraçados. Eu ainda estou tão em choque que eu não saio de casa, não como, eu não consigo… Eu não consigo entender como é que um ser humano tem coragem de fazer isso com uma criança, um bebê de 10 meses’, desabafou Erisvaldo.

Erisvaldo e a mãe da criança estão separados há dois meses. Além da bebê de 10 meses, o casal tem um filho de 3 anos. Foi a ex-mulher quem ligou para contar sobre a morte da filha. No primeiro momento, ela disse que a criança havia sido asfixiada com um lençol. ‘Eu fiquei em choque, em pânico’, lembrou o pai.

Detalhes do crime e investigação

A mãe da criança estava no local onde o crime aconteceu e acreditou, inicialmente, que a filha estivesse engasgada. Por isso, chamou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Como o socorro não chegou, ela decidiu levar a bebê a uma unidade de saúde por conta própria. A tragédia gerou comoção e levou a Justiça a decretar a prisão preventiva dos suspeitos de estupro e morte da bebê. Um dos presos tinha envolvimento amoroso com a mãe da criança, conforme apuração das autoridades.

O pai da menina voltava para Fortaleza, onde mora, quando recebeu a ligação da ex-mulher. ‘Aí eu comecei a ligar para a família, o pessoal não me dizia nada, dizia só a mesma coisa, ou ela tinha sido asfixiada, ou ela tinha dormido por cima da menina’, comentou o pai. ‘Eu não tenho força nem para sair de casa, para ir atrás de fazer qualquer coisa, eu não consigo acreditar nisso… Quando vem na minha mente ela sorrindo para mim na videoconferência quando eu ligava pra ela, [a morte] não vem na minha mente. Eu não acredito, não estou acreditando, não caiu a ficha’, lamentou.

Enterro e repercussão

Erisvaldo também revelou que não conseguiu acompanhar o enterro da filha. ‘No velório, eu pedi o meu momento, o resto da família dela [mãe da criança] atendeu. Eu fiquei um pedaço só com a minha filha. Fui para o velório, fui para todos os cantos, mas não consegui enterrar a menina’, disse. O caso gerou ampla repercussão no Ceará, com cobertura do g1 e de outros veículos, destacando a violência extrema contra crianças e a necessidade de proteção dos vulneráveis.

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