O Paquistão revelou nesta semana um ambicioso plano de investimento de R$ 51,8 bilhões para transformar o país em um polo internacional de turismo de saúde. A iniciativa, apresentada por autoridades locais, busca atrair pacientes de todo o mundo com tratamentos médicos de alto padrão a valores mais acessíveis que os praticados em grandes centros como Estados Unidos e Europa.
O projeto prevê a modernização de hospitais, capacitação de profissionais e criação de pacotes integrados que combinam procedimentos médicos com estadia turística. A aposta é que a combinação entre qualidade assistencial e preços competitivos coloque o Paquistão no mapa de um setor que movimenta bilhões de dólares anualmente.
Especialistas apontam que o país enfrenta desafios de infraestrutura e imagem internacional, mas veem potencial de crescimento. A estratégia já é usada com sucesso por nações como Tailândia, Índia e Singapura, que se consolidaram como destinos de saúde nas últimas décadas.
O anúncio paquistanês ocorre em um momento em que o turismo médico global se recupera da pandemia, com demanda reprimida por cirurgias estéticas, tratamentos cardiológicos e fertilização in vitro. A expectativa é que o plano comece a ser implementado já nos próximos meses, com metas de atrair 2 milhões de pacientes estrangeiros até 2030.
Para analistas, o sucesso da empreitada dependerá da capacidade do Paquistão de garantir segurança jurídica, certificações internacionais e estabilidade política. O próximo passo será a assinatura de acordos bilaterais com países do Golfo e da África, principais mercados-alvo da nova política de saúde.
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