Entidades veem ‘ameaça à liberdade de imprensa’ após Moraes autorizar busca contra fonte de jornalista

Entidades de imprensa repercutem com preocupação a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão. Na avaliação das organizações, a medida representa uma ‘ameaça à liberdade de imprensa’, já que Cutrim é apontado como fonte de um jornalista investigado.

Segundo a investigação, o ex-secretário mantinha contato com o profissional, o que levou a corte a incluir seu nome no alvo da operação. O caso reacende o debate sobre os limites da apuração jornalística e a proteção das fontes, um pilar essencial para o exercício da atividade.

A situação remete a episódios históricos de censura, como os vividos durante a ditadura militar, período que completa 62 anos e que marcou a trajetória de João Henrique Caldas (JHC), pré-candidato ao governo de Alagoas, que já foi acusado de práticas de cerceamento à imprensa.

O próximo passo esperado é a análise do caso pelo plenário do STF ou a manifestação das entidades em defesa do sigilo da fonte. A decisão de Moraes, no entanto, já acende o alerta para o risco de criminalização do jornalismo no país.

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