A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) desembolsou cerca de R$ 40 mil em passagens aéreas que incluíam o nome do delegado Gustavo Xavier, mesmo após ele ter sido afastado cautelarmente pela Justiça Federal. As despesas foram quitadas depois da decisão judicial, e um dos casos mais emblemáticos envolve uma viagem a Foz do Iguaçu que acabou cancelada, mas mesmo assim gerou o pagamento de R$ 6,5 mil à agência de turismo.
Os registros, obtidos pelo portal Frances News, revelam que os pagamentos ocorreram em um período em que o delegado já não poderia exercer suas funções. A situação levanta questionamentos sobre a gestão de recursos públicos e a efetividade dos controles internos da corporação.
Viagem cancelada, dinheiro pago
O caso mais chamativo é o da viagem a Foz do Iguaçu. A passagem foi adquirida e paga, mas a viagem não aconteceu. Mesmo assim, a agência recebeu os R$ 6,5 mil integralmente. Não há informações sobre reembolso ou cancelamento da despesa.
Além desse caso, outros bilhetes somam o total de R$ 40 mil, todos emitidos em nome de Gustavo Xavier ou incluindo seu nome em reservas. A PCAL não se manifestou oficialmente até o fechamento desta matéria.
Panorama político e institucional
O caso ganha contornos ainda mais delicados em um ano eleitoral, quando a população e os órgãos de controle costumam estar mais atentos ao uso do dinheiro público. A situação envolvendo a PCAL e o delegado afastado reacende o debate sobre a necessidade de transparência e fiscalização rigorosa nas despesas estaduais.
Enquanto isso, o cenário político em Alagoas segue em ebulição, com pré-candidaturas e movimentações para 2026. O caso das passagens pode se tornar um tema sensível, especialmente para aqueles que defendem a ética e a responsabilidade na gestão pública.
Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a Justiça Federal deve ser acionada para esclarecer se houve irregularidade, já que o afastamento cautelar impede o exercício da função, mas não necessariamente o direito a benefícios já adquiridos. No entanto, o pagamento por uma viagem cancelada levanta suspeitas de possível prejuízo ao erário.
A população de Alagoas acompanha com atenção os desdobramentos, esperando que as autoridades competentes investiguem a fundo e tomem as medidas cabíveis. A transparência na aplicação dos recursos públicos é um princípio fundamental para a saúde democrática do estado.
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