PDT oficializa apoio à pré-candidatura de Lula à reeleição em convenção nacional

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) anunciou nesta segunda-feira (20), durante convenção nacional realizada em Brasília, o apoio formal à pré-candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi aprovada por unanimidade entre os presentes, marcando o primeiro partido a oficializar aliança com a campanha petista para o pleito de 2026.

A convenção, sediada na sede nacional do PDT na capital federal, contou com a presença do presidente Lula e de lideranças da sigla, como o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, que comandou o encontro. Lupi foi ministro da Previdência no terceiro mandato de Lula, mas deixou o cargo em maio de 2025, após a revelação de um esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O ex-ministro não foi indiciado pela Polícia Federal no relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada.

O anúncio ocorre no início do período de convenções partidárias, que começou nesta segunda (20) e vai até o dia 5 de agosto. Nesse intervalo, os partidos reúnem filiados para definir candidatos, coligações e apoios eleitorais. O PDT foi o primeiro a formalizar apoio à campanha de Lula, em um movimento que reflete mudanças na dinâmica política nacional.

Reencontro histórico e críticas ao cenário internacional

Em sua fala, Carlos Lupi destacou o caráter de união do ato: “Estamos somando aquilo que nos une e, porventura, em algum momento nos desuniu, esquecendo isso para olhar para frente”. Ele também ecoou críticas aos Estados Unidos, afirmando que Lula representa a antítese do presidente norte-americano. “Hoje nosso ato é ato de reencontro com a nossa história. De reestabelecimento do nosso caminho. Dizer ao presidente Lula que PDT não falta. Votamos Lula, votamos 13”, declarou.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, presente no evento, classificou as eleições deste ano como as mais importantes dos últimos anos e associou a vitória de Lula à defesa da democracia. “Por ser hoje o presidente Lula a maior liderança do mundo democrático, nós sabemos que a vitória do presidente Lula também vai sinalizar com o mundo que é possível sim derrotar o fascismo e a ultra direita”, afirmou. Edinho Silva ainda criticou os Estados Unidos, declarando que o Brasil “não é quintal nem puxadinho dos EUA”.

Mudança de rota após saída de Ciro Gomes

Nas últimas disputas eleitorais, o PDT lançou Ciro Gomes no primeiro turno e apoiou Lula apenas na reta final da campanha. Com a mudança de Ciro para o PSDB, o PDT decidiu não lançar candidato próprio, antecipando o apoio a Lula. Ciro Gomes disputará o governo do Ceará pelo PSDB, em aliança com o PL. O líder do PDT na Câmara, deputado André Figueiredo (CE), comentou que, com a saída de Ciro, o partido voltou a ser o “PDT raiz”.

O apoio formalizado amplia a base de sustentação da pré-candidatura de Lula, em um cenário político marcado por alianças em construção e pela polarização entre campos democráticos e de ultradireita. A decisão do PDT também reflete a reorganização partidária após a saída de uma de suas principais lideranças, abrindo espaço para um realinhamento de forças no espectro político nacional.

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