Pesquisa Quaest aponta Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 28% no primeiro turno; indecisos somam 11%

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra o presidente Lula (PT) com 40% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 28%. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-07181/2026.

No cenário geral, Ronaldo Caiado (PSD) marca 4%, Renan Santos (Missão) aparece com 3%, e Romeu Zema (Novo) tem 2%. Outros pré-candidatos, como Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP), registram 1% cada. Edmilson Costa (PCB), Heró Bezerra (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram. Indecisos somam 11%, e 8% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou não pretendem votar.

Em comparação com junho, quando Lula tinha 39% e Flávio Bolsonaro 29%, o petista oscilou positivamente um ponto, enquanto o candidato do PL recuou um ponto. Caiado e Renan Santos mantiveram-se estáveis, com 4% e 3%, respectivamente. A pesquisa anterior incluía o nome do deputado Aécio Neves (PSDB), que não aparece no novo levantamento.

Eleitores independentes e impacto de eventos recentes

Entre os eleitores independentes, que representam cerca de um terço do eleitorado e podem decidir a disputa, Lula lidera com 30%, contra 15% de Flávio Bolsonaro. Caiado tem 8%, Renan Santos 5% e Zema 2%. Nesse segmento, 17% estão indecisos, e outros 17% optam por branco, nulo ou não votar.

A pesquisa é a primeira da Quaest a captar os efeitos de dois acontecimentos recentes: a operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT), aliado de Lula, no âmbito do caso Master; e o vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro expõe desavenças com Flávio Bolsonaro, dizendo ter sido maltratada e humilhada por ele. Sobre o vídeo, 51% dos entrevistados afirmaram não ter conhecimento, enquanto 49% sabiam do episódio.

Entre os eleitores que se consideram de direita, mas não bolsonaristas, 35% acham que Michelle acertou ao criticar o enteado. Já entre os bolsonaristas, esse índice é de 20%. Felipe Nunes, diretor da Quaest, analisa: “Toda essa confusão dentro da família acabou provocando uma reação que parece afastar o potencial eleitor independente do Flávio: diminuiu de 33% para 29% a percepção de que Flávio é mais moderado que sua família.”

Potencial de voto, conhecimento e rejeição

Lula e Flávio Bolsonaro são os nomes mais conhecidos pelos eleitores e também os mais rejeitados: 57% dos entrevistados afirmam que não votariam de jeito nenhum em cada um deles. Para 65% dos eleitores, a escolha do candidato é definitiva, enquanto 35% ainda podem mudar de ideia até a eleição.

O cenário político geral segue marcado pela polarização entre o campo petista e o bolsonarista, com a terceira via ainda fragmentada. A pesquisa Quaest reforça a dificuldade de candidatos como Caiado, Renan Santos e Zema em consolidar apoio, especialmente entre os independentes, que podem ser decisivos para um eventual segundo turno.

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