Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (29) mostra um cenário de empate técnico na disputa pelo governo do Pará, com Dr Daniel (Podemos) aparecendo com 28% das intenções de voto e Hana Ghassan (MDB) com 27%, em levantamento encomendado pela TV Liberal. O estudo, que ouviu 804 eleitores entre os dias 25 e 28 de agosto, aponta ainda que 29% dos entrevistados estão indecisos, enquanto 9% declaram intenção de votar em branco, nulo ou não votar. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, e o registro no TSE é PA-07718/2026.
Na pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, aparecem na sequência Gal Leite (UP) com 2%, Well Macedo (PSTU) com 2% e Araceli Lemos (PSOL) com 2%, seguidos por Jose Moita (Democrata) com 1%. Os dados indicam que a disputa está concentrada entre os dois principais postulantes, mas com um volume expressivo de eleitores ainda sem definição.
Pesquisa espontânea e cenário de segundo turno
Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são mostrados aos entrevistados, Dr Daniel lidera com 14%, seguido por Hana Ghassan com 12%, enquanto 2% citam outros nomes. O percentual de indecisos sobe para 69%, e 3% afirmam que votarão em branco ou nulo. O levantamento também simulou um eventual segundo turno entre os dois principais candidatos, que aparecem empatados com 36% cada, com 20% de indecisos e 8% de votos brancos ou nulos.
Quando questionados sobre a decisão do voto, 58% dos eleitores afirmam que a escolha é definitiva, enquanto 41% dizem que ainda podem mudar de voto até as eleições de 4 de outubro. Apenas 1% não soube ou não respondeu.
Panorama político e avaliação do governo
A pesquisa também avaliou a expectativa dos eleitores em relação ao futuro governo estadual. Para 22% dos entrevistados, o novo governador deve dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito; 34% defendem mudar apenas o que não está bom; e 38% consideram que é necessário mudar totalmente. Outros 6% não souberam ou não responderam.
No campo das alianças políticas, 34% dos eleitores preferem que o governador eleito seja aliado do presidente Lula, enquanto 29% preferem um aliado de Flávio Bolsonaro e 31% querem um governador independente. A influência do apoio de Lula é vista como positiva por 27% dos entrevistados, que dizem que isso aumenta a chance de votar no candidato; 38% afirmam que não muda nada e 30% dizem que diminui. Já o apoio de Flávio Bolsonaro aumenta a chance de voto para 25%, não muda nada para 40% e diminui para 31%.
Principais problemas e rejeição
Entre os problemas considerados mais graves no estado, a saúde lidera com 35% das menções, seguida por violência (12%), infraestrutura (10%), desemprego (7%), economia (5%), corrupção (5%), educação (3%), enchentes (2%) e pobreza/desigualdade (2%). Outros problemas somam 6%, e 13% não souberam ou não responderam.
O levantamento também consultou os eleitores sobre o índice de rejeição dos candidatos, embora os dados completos não tenham sido detalhados na íntegra na fonte original. A pesquisa Quaest foi registrada no TSE sob o número PA-07718/2026 e ouviu pessoas de 16 anos ou mais em todo o estado.
O cenário paraense reflete uma tendência de disputa acirrada em estados do Norte, como também apontam levantamentos em outras regiões. No Pará, a indefinição de quase um terço do eleitorado e a alta taxa de indecisos na pesquisa espontânea indicam que a corrida eleitoral ainda pode sofrer mudanças significativas até outubro.
Fonte: ver noticia original

