Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (29) mostra o ex-presidente Lula (PT) liderando a disputa pela Presidência da República no Pará, com 37% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 29%, em cenário sem o candidato Pablo Marçal. O levantamento, encomendado pela TV Liberal, também aponta que 73% dos eleitores paraenses consideram a escolha definitiva, enquanto 26% ainda podem mudar o voto até as eleições de 4 de outubro.
No cenário estimulado sem Pablo Marçal, que teve a candidatura registrada apesar de estar inelegível — situação que será julgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) —, os números são os seguintes: Lula (PT) 37%, Flávio Bolsonaro (PL) 29%, escritor Augusto Cury (Avante) 5%, Renan Santos (Missão) 3%, Ronaldo Caiado (PSD) 2%, Edmilson Costa (PCB) 1%, Samara Martins (UP) 1%, Romeu Zema (Novo) 1%, Rui Costa Pimenta (PCO) 0%, veterinário Wilson Grassi (Democrata) 0%, Hertz Dias (PSTU) 0% e Clariana Barão (DC) 0%. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 6%, e os indecisos chegam a 15%.
Quando incluído na lista, Pablo Marçal (PRTB) aparece com 2%, alterando ligeiramente os percentuais: Lula sobe para 39%, Flávio Bolsonaro cai para 28%, e os demais candidatos mantêm números próximos, com Augusto Cury em 5%, Renan Santos em 3%, Ronaldo Caiado em 2%, Samara Martins em 1%, e os demais com 0% ou 1%. Nesse cenário, brancos/nulos/não votantes somam 5% e indecisos permanecem em 15%.
Avaliação do governo Lula
A pesquisa também mediu a aprovação e a avaliação do governo do presidente Lula. Aprovação: 47% aprovam, 46% desaprovam e 7% não souberam ou não responderam. Já a avaliação geral do governo é negativa para 35%, positiva para 34%, regular para 27%, e 4% não souberam ou não responderam.
Metodologia e contexto
A Quaest ouviu 804 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 25 e 28 de agosto, nos municípios do Pará. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é PA-07718/2026.
O levantamento ocorre em um momento em que a disputa presidencial de 2026 ganha contornos regionais, com pesquisas mostrando cenários variados em diferentes estados. No Pará, a liderança de Lula reflete a força do petismo na região Norte, enquanto Flávio Bolsonaro consolida o apoio do eleitorado bolsonarista. A inclusão de Pablo Marçal na lista, mesmo com a inelegibilidade, adiciona um elemento de incerteza, já que o TSE ainda decidirá sobre sua participação.
Para analistas, a alta taxa de decisão (73%) indica um eleitorado mais convicto, mas os 15% de indecisos podem ser decisivos em um cenário de segundo turno. Pesquisas anteriores, como a Quaest no Pará sobre a disputa estadual, mostram que a polarização nacional também influencia as eleições locais, com candidatos alinhados a Lula e a Flávio Bolsonaro disputando voto a voto.
O cenário nacional, com empates técnicos em outros estados e a resistência a mudanças estruturais, sugere que a eleição de 2026 será marcada por uma disputa acirrada, onde cada ponto percentual pode definir o resultado. A pesquisa no Pará, portanto, serve como um termômetro para as estratégias das campanhas nos próximos meses.
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