Uma das principais movimentações na pesquisa Quaest de segundo turno na comparação com maio se deu entre eleitores independentes, aqueles que dizem não ser lulistas, bolsonaristas, de esquerda ou de direita. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, afirma que esses eleitores “trocaram Flávio por Lula“. O eleitorado corresponde a um terço do total e pode decidir as eleições de outubro. Entre eles, de maio para junho, Lula passou Flávio Bolsonaro e abriu 13 pontos de vantagem.
No cenário geral, a Quaest mostra que o presidente Lula (PT) lidera com 44% das intenções de voto em um eventual 2º turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 38%. Não há mais empate técnico entre eles. Na pesquisa anterior, divulgada em maio, Lula tinha 42%, e Flávio Bolsonaro, 41%.
Mudança entre independentes e direita não bolsonarista
Já entre os eleitores independentes, a intenção de voto em Lula passou de 29% em maio para 37% agora em junho — oito pontos. Enquanto isso, Flávio Bolsonaro foi de 31% para 24%, uma redução de sete pontos. O percentual de quem não vai votar saiu de 35% para 30%, e os indecisos passaram de 5% para 9%. “A mudança mais expressiva aconteceu nos independentes, que trocaram Flávio por Lula. Mas também chama atenção a oscilação negativa que Flávio obtém entre a direita não-bolsonarista”, afirma o diretor da Quaest, Felipe Nunes. Nesse recorte, a margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.
Entre a direita não bolsonarista, Flávio Bolsonaro passa de 88% para 82%. Na simulação de 2º turno entre Lula e Caiado, nesse grupo, o ex-governador vai de 69% para 76%. O mesmo movimento faz Zema, que passa de 74% para 77%, e Renan Santos, que vai de 53% para 70%. Nesse recorte, a margem de erro é de cinco pontos.
Preferência por Lula entre independentes em outros cenários
A preferência por Lula no segundo turno entre os eleitores independentes aparece também nos cenários contra Zema, Caiado e Renan Santos. Entre os independentes, Lula passa de 34% para 40% contra Zema, que cai de 34% para 24%. Quem não vai votar oscila de 24% para 28%, e os indecisos se mantêm em 8%. Nesse grupo, Lula passa de 34% para 40% contra Caiado, que cai de 33% para 24%. Quem não vai votar passa de 26% para 28%, e indecisos oscilam de 7% para 8%. No caso de Renan Santos, entre os independentes, Lula vai de 36% para 40%, enquanto o pré-candidato do Missão passa de 29% para 24%.
O panorama político geral indica que a disputa presidencial de 2026 se mantém polarizada, mas com movimentos significativos entre os eleitores que não se identificam com os campos tradicionais. A pesquisa Quaest, ao capturar essa oscilação, sugere que a capacidade de atrair o eleitorado independente será crucial para definir o resultado do segundo turno. Enquanto Lula consolida sua liderança entre esse grupo, Flávio Bolsonaro enfrenta desafios tanto entre os independentes quanto entre a direita não bolsonarista, o que pode reconfigurar as estratégias de campanha nos próximos meses.
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