A Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no preço do querosene de aviação (QAV) a partir de 1º de março, medida que alivia parcialmente a pressão sobre as companhias aéreas e consumidores em meio a uma crise no setor aéreo. A estatal informou que o novo valor reflete a queda nas cotações internacionais do petróleo e do QAV, mas especialistas alertam que o impacto nas passagens ainda é limitado diante de reajustes acumulados de 55% nos últimos meses. A decisão ocorre em um contexto de ações do governo federal, que prorrogou por dois meses os descontos fiscais no querosene de aviação e no biodiesel, e avalia medidas urgentes para conter a disparada dos preços, conforme reportagens do portal República do Povo.
A redução de 14,2% no QAV representa um alívio para as companhias aéreas, que enfrentam custos operacionais elevados e pressão sobre as margens de lucro. No entanto, o setor aéreo já havia alertado para uma crise iminente com o reajuste de 55% no querosene de aviação, que elevou o preço das passagens e reduziu a demanda. A Petrobras justificou a medida com base na política de preços de paridade internacional, que acompanha as flutuações do mercado global. A estatal também destacou que o novo valor entra em vigor em 1º de março, mas não detalhou o impacto específico sobre os consumidores finais.
Panorama político e econômico
O governo federal, por meio do Ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), tem atuado para mitigar os efeitos da crise energética global sobre o setor aéreo. Além da prorrogação dos descontos fiscais no querosene de aviação e no biodiesel, o governo avalia medidas como a redução de tributos federais e a negociação com estados para diminuir o ICMS sobre o combustível. A crise no querosene de aviação também levou o governo a correr contra o tempo para conter o impacto nas passagens, conforme reportagem do portal República do Povo.
Enquanto isso, as refinarias da Petrobras operam acima de 100% da capacidade para atender à demanda interna, em meio à crise energética global que elevou os preços dos combustíveis. A estatal também enfrenta pressão de parlamentares e entidades do setor aéreo para revisar sua política de preços, que é criticada por não considerar os custos internos de produção. A redução de 14,2% no QAV é vista como um passo positivo, mas insuficiente para reverter a crise no setor, que já resultou em demissões e redução de voos.
Impacto para consumidores e setor aéreo
Para os consumidores, a redução no preço do querosene de aviação pode levar a uma queda nas passagens aéreas, mas o efeito deve ser gradual e limitado, já que o combustível representa cerca de 30% dos custos operacionais das companhias. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) alertou que, sem medidas estruturais, o setor continuará vulnerável a choques externos. O governo federal, por sua vez, estuda novas ações, como a criação de um fundo de estabilização de preços e a ampliação dos subsídios para o transporte aéreo regional.
A crise no querosene de aviação também impacta o turismo e a economia como um todo, com a redução da oferta de voos e o aumento dos preços. A Petrobras afirmou que continuará monitorando o mercado e ajustando os preços conforme as condições internacionais, mas não há previsão de novas reduções no curto prazo. O governo federal, por meio do Ministério da Fazenda, também avalia a possibilidade de incluir o querosene de aviação na lista de produtos com redução de impostos federais, como já ocorre com o diesel e o gás de cozinha.
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