O Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou nesta segunda-feira (1) que o governo brasileiro tomou medidas para melhorar a situação das contas públicas, mas acrescentou que “reformas fiscais significativas” são necessárias para colocar a dívida pública em uma trajetória firme de queda. A instituição enviou recentemente uma missão ao Brasil para analisar políticas e perspectivas econômicas do país, com base no chamado “Artigo IV” — que consiste em visitas regulares aos países-membros. Ao final da missão, o FMI divulga um comunicado.
O FMI diz que, preservar as receitas extraordinárias relacionadas ao petróleo, ao mesmo tempo que se fornece apoio temporário e direcionado, e “implementar um esforço fiscal mais ambicioso”, apoiado por reformas para lidar com a rigidez dos gastos e reduzir as despesas tributárias, “aumentaria a credibilidade fiscal, reduziria os custos de empréstimo e criaria espaço para investimentos prioritários.”
De acordo com dados do Banco Central, a dívida do setor público consolidado subiu 0,4 ponto percentual, para 80,4% do PIB, o equivalente a R$ 10,44 trilhões. Este é o maior nível para a dívida pública desde junho de 2021, quando somava 80,6% do PIB, ou seja, é o maior patamar em quase cinco anos.
No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 8,7 pontos percentuais. A alta na dívida está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos, e com as despesas com juros.
A instituição informou, ainda, que a economia brasileira tem se mostrado “notavelmente resiliente diante de múltiplos choques”, e concluiu que o Banco Central reduziu a taxa básica de juros em março e abril de “forma adequada, em consonância com o regime de metas de inflação do Brasil”.
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