A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (26) uma operação para desarticular um esquema criminoso que desviou R$ 45 milhões da Caixa Econômica Federal, com a participação de advogados e servidores públicos. A ação, que cumpre 25 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, mira um grupo suspeito de acessar informações sigilosas da instituição financeira e obstruir investigações em andamento.
De acordo com as investigações, o esquema envolvia a atuação de advogados que, em conluio com servidores da Caixa, obtinham dados bancários sigilosos de clientes e utilizavam essas informações para desviar recursos. Os valores subtraídos, que somam R$ 45 milhões, eram transferidos para contas de terceiros e posteriormente sacados ou ocultados por meio de operações financeiras complexas.
A operação, que ainda não teve nome divulgado, representa mais um capítulo na atuação da PF contra crimes financeiros que envolvem o setor público e privado. O caso ganha relevância no contexto de outras investigações recentes, como a que apura o repasse de R$ 27,4 milhões a uma empresa investigada pela PF pelo Governo de Alagoas, com contratos mantidos na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Paralelamente, a PF também atua em outras frentes, como a força-tarefa integrada que mira organizações criminosas no setor de combustíveis do Rio de Janeiro, e a investigação que aponta chantagem com a filha de um deputado em esquema de descontos no INSS. Essas ações demonstram a capilaridade das operações da Polícia Federal no combate à corrupção e ao crime organizado em diferentes setores da economia.
O esquema descoberto agora, que envolve a Caixa Econômica Federal, levanta questionamentos sobre a segurança dos dados bancários e a integridade de servidores públicos. A investigação segue em andamento, e a PF não descarta novas fases da operação, que podem incluir prisões preventivas e o aprofundamento da análise dos materiais apreendidos nos 25 mandados cumpridos.
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