PF pede mais 60 dias para investigar caso Master e ouvir diretores do BRB; Mendonça deve autorizar

A Polícia Federal (PF) solicitou a prorrogação do inquérito que investiga o caso Master por mais 60 dias, com o objetivo de concluir novas diligências e ouvir diretores do Banco de Brasília (BRB). O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que deve conceder o novo prazo para a continuidade das apurações.

De acordo com informações divulgadas pelo portal Tribuna do Sertão, a PF argumenta que o tempo adicional é necessário para finalizar o cronograma de oitivas e demais procedimentos investigativos que ainda estão em aberto. A extensão do prazo é vista como um passo fundamental para aprofundar o rastreamento de possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira e agentes públicos.

Investigação em expansão

O caso Master, que já teve desdobramentos recentes com a Operação Compliance Zero, ganhou novos contornos após a PF mirar o líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Em uma das fases da operação, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do senador, com direito a arrombamento de porta e apreensão de eletrônicos em uma ação que durou cerca de duas horas. O episódio aproximou o escândalo do governo federal e gerou repercussão internacional.

Agora, com o pedido de extensão do inquérito, a PF busca consolidar as provas colhidas e ouvir os diretores do BRB, peças-chave para entender o fluxo de recursos e as decisões que envolveram a instituição no esquema investigado. A expectativa é que, com o novo prazo, o inquérito ganhe robustez para subsidiar futuras denúncias ou indiciamentos.

Panorama político e jurídico

O caso Master se tornou um dos principais focos de tensão entre os poderes em 2026, especialmente por envolver figuras de alto escalão do cenário político nacional. A investigação, que tramita no STF sob relatoria de André Mendonça, tem sido acompanhada de perto por parlamentares e pela opinião pública, dada a complexidade das acusações e o impacto potencial sobre a base aliada do governo.

Em paralelo, outras frentes de investigação da PF seguem em andamento, como a operação que apura fraude em licitação na prefeitura de São Paulo e os desdobramentos do caso Master que já levaram a novas fases da Compliance Zero. A extensão do prazo, portanto, não é um fato isolado, mas parte de um esforço mais amplo de apuração que pode redesenhar o cenário político nos próximos meses.

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