Polícia Civil investiga irmãs e mãe de Deolane Bezerra por suspeita de lavagem de dinheiro em esquema familiar

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar a possível participação de Daniele Bezerra, Dayanne Bezerra e Solange Bezerra, respectivamente irmãs e mãe da influenciadora digital Deolane Bezerra, em um suposto esquema de lavagem de dinheiro. As autoridades apuram a atuação de empresas ligadas ao grupo familiar, que, segundo os investigadores, teriam sido utilizadas para realizar movimentações financeiras suspeitas, com indícios de ocultação de origem ilícita de recursos.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de que as investigações miram transações realizadas por pessoas jurídicas vinculadas às familiares da influenciadora. A Polícia Civil não detalhou os valores envolvidos nem as empresas específicas sob suspeita, mas confirmou que o inquérito está em fase inicial de coleta de provas e oitiva de testemunhas. A apuração busca esclarecer se houve uso de contas bancárias e empresas de fachada para movimentar dinheiro de origem criminosa, prática comum em esquemas de lavagem de capitais.

Panorama político e jurídico

O avanço das investigações ocorre em um contexto de endurecimento do combate à lavagem de dinheiro no Brasil, com a Polícia Civil e o Ministério Público intensificando operações contra organizações criminosas que utilizam empresas de fachada para ocultar ativos. A influenciadora Deolane Bezerra, conhecida por seu envolvimento em causas jurídicas e políticas, ainda não se manifestou publicamente sobre o inquérito. A defesa das investigadas, procurada pela reportagem, não respondeu até o fechamento desta edição.

Especialistas em direito penal apontam que a investigação de familiares de figuras públicas pode indicar uma ampliação do escopo de atuação das autoridades no combate a crimes financeiros. Caso as suspeitas sejam confirmadas, as envolvidas podem responder por lavagem de dinheiro, com penas que variam de 3 a 10 anos de reclusão, além de multas. A Polícia Civil segue analisando documentos e movimentações bancárias para concluir o inquérito nos próximos meses.

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