Políticos do RJ citados em lista do bicho temem contratos com gráficas na campanha

Candidatos do Rio de Janeiro citados em uma lista apreendida pela Polícia Federal durante uma investigação sobre jogo do bicho no estado dizem temer contratos com grandes gráficas na campanha deste ano. A apreensão ocorreu no âmbito de operações que miram a contravenção penal e já levaram à prisão de figuras como o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.

Segundo a Folha de S.Paulo, a lista, atribuída a um bicheiro preso, inclui nomes de políticos e movimentações financeiras que chamaram a atenção dos investigadores. Os citados, que agora disputam cargos eletivos, manifestaram preocupação com a possibilidade de terem vínculos contratuais com gráficas de grande porte durante o período eleitoral, o que poderia gerar constrangimentos e questionamentos legais.

Contexto da investigação

A Polícia Federal deflagrou uma série de operações no Rio de Janeiro para apurar a exploração ilegal do jogo do bicho e possíveis conexões com agentes públicos. Em uma das fases, foi apreendida uma lista com 61 políticos do RJ e a movimentação de R$ 20 milhões na casa do bicheiro Adilsinho, conforme noticiado pelo portal República do Povo. Em outro desdobramento, a mesma lista cita uma doação de R$ 3,2 milhões para o ex-governador Cláudio Castro.

Os políticos citados, que não tiveram seus nomes divulgados na matéria original, afirmam que os contratos com gráficas são uma preocupação central, pois poderiam ser interpretados como tentativa de influenciar a opinião pública ou de ocultar recursos de origem ilícita. A legislação eleitoral impõe regras rígidas para gastos de campanha, e qualquer irregularidade pode levar à cassação do registro ou a sanções financeiras.

Repercussão e panorama político

O caso ganha relevância em um ano eleitoral, quando a disputa por cargos no Executivo e no Legislativo estadual e federal se intensifica. A apreensão da lista e as prisões de figuras ligadas ao jogo do bicho geraram apreensão no meio político fluminense, que já enfrenta escândalos de corrupção e acusações de envolvimento com milícias e contravenção.

Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que a preocupação dos políticos citados reflete o receio de que a opinião pública associe suas campanhas a práticas ilícitas, mesmo que não haja confirmação de irregularidades. A transparência nos gastos eleitorais é um dos pilares da reforma política, e qualquer indício de desvio pode comprometer a credibilidade dos candidatos.

Até o fechamento desta edição, a Polícia Federal não havia se manifestado oficialmente sobre o conteúdo da lista, e os políticos citados não comentaram publicamente o teor das apreensões. A investigação segue em sigilo, e novos desdobramentos são esperados nos próximos dias.

Fonte: ver noticia original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *