A pré-campanha para as eleições de 2026 em Alagoas ganhou um novo capítulo de tensão nesta semana, quando Renan Filho (MDB) acionou judicialmente o prefeito de Maceió, JHC (PL), por suposto uso eleitoral do evento São João Massayó, conforme revelou o site Jornal Extra de Alagoas. A ação, que ocorre em um contexto de disputa acirrada pelo governo estadual, destaca a crescente judicialização da política local e levanta questionamentos sobre os limites entre festividades públicas e propaganda eleitoral antecipada.
O São João Massayó, uma das maiores festas juninas do Nordeste, é organizado pela Prefeitura de Maceió e atrai milhares de turistas e moradores. Na ação, Renan Filho alega que JHC teria utilizado o evento para promover sua imagem e sua gestão, configurando abuso de poder político e econômico. A denúncia foi protocolada na Justiça Eleitoral, que agora analisará as provas apresentadas. JHC, por sua vez, nega as acusações e afirma que a festa é uma tradição cultural, sem fins eleitorais.
Panorama político e eleitoral em Alagoas
O episódio ocorre em meio a um cenário de intensa movimentação partidária. A eleição de 2026 em Alagoas já é considerada a mais cara da história, com pré-campanhas mobilizando recursos e alianças desde o início de 2025. Além da disputa entre Renan Filho e JHC, outros nomes como o senador Renan Calheiros (MDB) e o deputado Dr. Wanderley (MDB) também estão na mira, com o MDB lançando pré-candidaturas ao Senado e ao governo. A crise na base aliada, com deputados evitando justificar apoio a Renan Filho e vereadores cobrando posicionamentos claros, adiciona mais incertezas ao tabuleiro político.
Paralelamente, pré-candidatos ao governo de Alagoas foram convocados para um debate sobre a tragédia da Braskem em Maceió, tema que promete dominar a agenda eleitoral. A situação evidencia como questões urbanas e ambientais, como o afundamento de bairros devido à mineração, se entrelaçam com as estratégias de campanha. A ação de Renan Filho contra JHC, portanto, não é um fato isolado, mas parte de uma disputa mais ampla pelo controle do estado, onde cada evento público pode ser transformado em palanque.
O desfecho do caso pode influenciar não apenas a corrida eleitoral, mas também a forma como prefeitos e governadores organizam festividades populares em ano eleitoral. Enquanto isso, a população alagoana acompanha atenta os desdobramentos, que prometem esquentar ainda mais a pré-campanha em um dos estados mais polarizados do Nordeste.
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