A Prefeitura de Maceió autorizou um acréscimo de R$ 17,7 milhões em dois contratos de infraestrutura, conforme termos aditivos publicados no Diário Oficial do Município. Assinados pelo prefeito Rodrigo Cunha, os reajustes ampliam investimentos em obras no Litoral Norte e na parte alta da capital.
A decisão ocorre em meio a uma crise anunciada nos serviços públicos. Enquanto a gestão municipal libera mais recursos para obras, setores como educação e limpeza urbana enfrentam dificuldades — falta dinheiro para manter serviços essenciais, segundo revelações recentes. A situação se agrava com a dívida milionária com prestadores de serviço, denunciada por vereadores.
O contraste levanta questionamentos sobre as prioridades da administração. Enquanto servidores municipais seguem sem reajuste salarial, a Câmara de Vereadores concedeu 8% de aumento a seus funcionários, ampliando o mal-estar entre as categorias. A prefeitura ainda decretou ponto facultativo em plena segunda-feira, gerando debate sobre impactos nos serviços essenciais.
A expectativa é que o novo aporte em obras acelere projetos parados, mas a oposição já critica a falta de transparência nos critérios de escolha dos contratos. O próximo passo será acompanhar se a gestão de Rodrigo Cunha conseguirá equilibrar os investimentos em infraestrutura com a urgente recomposição dos serviços básicos.
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