O presidente da Câmara de Vitória, Anderson Goggi (Republicanos), de 45 anos, ganhou repercussão nacional após ser flagrado fazendo xingamentos com o microfone ainda ligado ao encerrar uma sessão da Casa, na noite de terça-feira (21). Na gravação da transmissão oficial, Goggi afirma: “Eu quero que se f***, que vá todo mundo tomar no ** e que o meu p** cresça”. A fala foi captada ao vivo e repercutiu nas redes sociais. Nesta quarta-feira (22), ele se retratou e pediu desculpas publicamente.
Empresário, formado em Administração de Empresas pelo Centro Universitário Salesiano de Vitória (UniSales), Anderson Goggi nasceu em 9 de maio de 1981. Segundo informações do site oficial do parlamentar, sua trajetória política começou aos 16 anos, quando se filiou ao então Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Na legenda, ocupou cargos como presidente da juventude municipal e estadual, presidente do diretório municipal de Vitória e secretário-geral estadual. Atualmente, está no segundo mandato como vereador de Vitória pelo Republicanos, eleito em 2024 com 2.937 votos.
No perfil institucional, Anderson Goggi afirma defender pautas voltadas para geração de emprego e renda, mobilidade urbana, saúde, educação, turismo, cultura e esporte. O episódio dos xingamentos, no entanto, ofuscou essas bandeiras e gerou ampla discussão sobre a postura de agentes públicos.
Retratação e justificativa
Nesta quarta (22), o vereador fez uma retratação pública durante a sessão da Câmara. Em pronunciamento divulgado também nas redes sociais, afirmou que teve “um momento de indignação como cidadão e como presidente da Câmara”, reconheceu o erro e pediu desculpas a servidores e às pessoas que se sentiram ofendidas. “Sou humano, erro como qualquer um. E quando erro, tenho coragem de olhar para vocês e falar sobre isso”, disse. Ele também afirmou que a reação foi motivada pela indignação e reforçou que pretende manter um mandato “limpo, transparente e de frente com o povo”.
O vereador afirmou que a declaração foi um desabafo motivado pela frustração de não conseguir votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e disse ser um “cidadão que acerta e que erra”. O caso expõe tensões no Legislativo municipal e levanta questionamentos sobre a condução dos trabalhos e o respeito ao decoro parlamentar.
O episódio ocorre em um contexto político mais amplo, onde a atuação de presidentes de Casas Legislativas tem sido cada vez mais escrutinada pela opinião pública e pelas redes sociais. A viralização do incidente mostra como falas de agentes públicos podem rapidamente ganhar dimensão nacional, impactando a imagem das instituições e a confiança da população nos representantes eleitos.
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