Pressão interna no PT-SP por Simone Tebet na vice de Haddad se intensifica

Uma ala do PT de São Paulo deve intensificar a pressão para que Simone Tebet (PSB) fique com a vice de Fernando Haddad (PT) na disputa para o governo de São Paulo, segundo interlocutores ouvidos pelo blog da jornalista Júlia Duailibi, do G1. A movimentação ocorre a pouco mais de um mês do início das convenções partidárias, que vão oficializar os candidatos dos partidos, e reflete a busca por uma chapa competitiva no maior colégio eleitoral do país.

De acordo com um interlocutor, pesquisas internas indicam que Tebet agrega mais votos do que Márcio França (PSB), outro nome cotado para a vice. Além disso, aliados destacam o fato de ela ser mulher e sua trajetória política como ex-ministra do Planejamento durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva como ativos eleitorais relevantes. No entanto, a própria Simone Tebet já descartou publicamente assumir o posto. Seu foco atual é uma vaga no Senado — para isso, ela trocou de domicílio eleitoral e de partido, migrando do MDB para o PSB.

Negociações e resistências

Para um integrante do PT, uma nova conversa com Lula poderia convencer Tebet a embarcar na missão, embora ainda não haja encontro previsto entre eles. Enquanto isso, a chapa da esquerda em São Paulo segue indefinida. Além de Tebet, os ex-ministros Márcio França e Marina Silva (Rede) se colocaram à disposição para ocupar uma das duas vagas para o Senado. A Federação PSOL-Rede tem cobrado uma das vagas para ter espaço na chapa, evitando que ambas fiquem com o PSB.

Alguns integrantes do PT defendem Márcio França na vice, mas ele tem resistido a aceitar. Aliados argumentam que, por ele estar há mais tempo no partido do que Simone e ser natural de São Paulo, deveria ser o escolhido. Outro nome que já foi cotado para a vice de Haddad foi o da pecuarista Teresa Vendramini (PDT), mas ela não topou. A expectativa é de que a definição fique para perto do período das oficializações das candidaturas. Ainda não há data para a convenção estadual do partido.

Panorama político geral

A indefinição na chapa da esquerda ocorre em meio a um cenário eleitoral paulista marcado pela polarização. A convenção do Republicanos, que vai oficializar a candidatura de Tarcísio de Freitas, está marcada para 1° de agosto no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Enquanto isso, o PT e seus aliados buscam consolidar uma aliança que una diferentes forças progressistas, mas enfrentam desafios internos e externos para equilibrar demandas partidárias e eleitorais. A pressão por Simone Tebet na vice de Haddad reflete a tentativa de ampliar o alcance da chapa, especialmente entre eleitoras e eleitores de centro, mas esbarra na recusa da ex-ministra e na resistência de setores do próprio partido.

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