PRF apreende 42,5 toneladas de milho sem nota fiscal em Garanhuns; carga seguia da Bahia para o Agreste de PE

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) reteve, nesta terça-feira (26), 42,5 toneladas de milho sem nota fiscal em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. A carga saiu da Bahia com destino à região e foi interceptada durante uma fiscalização de rotina. Além da ausência de documentação fiscal, o motorista do veículo também não apresentou a autorização obrigatória para a circulação de bitrem, o que agravou a irregularidade.

A operação ocorreu na BR-423, em Garanhuns, onde agentes da PRF abordaram o caminhão bitrem. Durante a vistoria, os policiais constataram que o condutor não portava a nota fiscal do milho, documento essencial para comprovar a origem e a regularidade da carga. A falta do documento configura crime de sonegação fiscal e pode indicar transporte de produto sem procedência legal.

Além disso, o motorista não possuía a Autorização Especial de Trânsito (AET) para veículos bitrem, exigida por lei para circular em rodovias federais. A ausência da autorização representa risco à segurança viária, já que esses veículos têm dimensões e pesos específicos que exigem cuidados especiais. A PRF informou que a carga foi retida e o motorista foi encaminhado à delegacia de Polícia Civil de Garanhuns para prestar esclarecimentos.

Panorama político e econômico

O caso ocorre em um contexto de intensificação da fiscalização de cargas no Nordeste, especialmente de grãos, que são alvo frequente de irregularidades fiscais. A região do Agreste pernambucano é um importante polo de consumo de milho, utilizado principalmente para ração animal, e a falta de nota fiscal pode estar associada a esquemas de sonegação de impostos estaduais, como o ICMS. A operação da PRF reforça o papel das forças de segurança no combate a crimes tributários e na garantia da legalidade no transporte de mercadorias.

A retenção da carga também levanta questões sobre a logística de abastecimento na região, que depende de insumos vindos de outros estados, como a Bahia. A ausência de documentação pode impactar a cadeia produtiva local, gerando prejuízos para produtores e comerciantes que aguardam o produto. A PRF segue investigando o caso para identificar possíveis envolvidos e responsabilizar os infratores.

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