PT e PSOL garantem primeiras suplências nas candidaturas de Marina e Tebet ao Senado em SP

O PT e o PSOL venceram a disputa pelas primeiras suplências nas candidaturas de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) ao Senado por São Paulo, conforme confirmado nesta quarta-feira (5). Com ambas liderando as intenções de voto e a possibilidade de Lula (PT) ser reeleito presidente, a briga pelas vagas de suplentes se intensificou entre os partidos da base de apoio, que calculam que, se o presidente e as duas candidatas vencerem, elas podem voltar a ser ministras, abrindo espaço para um suplente assumir a cadeira no Senado.

A concorrência envolveu cinco partidos diferentes — PT, PSOL, PDT, PV e PCdoB —, mas apenas PT e PSOL garantiram as primeiras suplências. Na chapa de Simone Tebet, o PSB confirmou que Laio Morais, ex-chefe de gabinete de Fernando Haddad (PT) no Ministério da Fazenda, será o primeiro suplente. Para a segunda suplência, o partido anunciou Marcelo Barbieri (PDT), ex-prefeito de Araraquara. Já na chapa de Marina Silva, o PSOL, que é federado com a Rede, indicou Djalma Nery, vereador em São Carlos, para a primeira suplência, e o PDT ficou com a segunda, com Antonio Neto, vice-presidente estadual da legenda.

Partidos de fora e insatisfação

Ficaram de fora das primeiras suplências o PV, que havia indicado o vereador de São Paulo Roberto Tripoli, e o PCdoB, que indicou o ex-deputado estadual Alcides Amazonas. A disputa tornou-se pública nas últimas semanas, especialmente com o PDT criticando estar em segundo plano. Antonio Neto chegou a defender, no começo da semana, candidaturas próprias ao Senado em SP caso a legenda ficasse de fora das primeiras suplências — o que se confirmou. Segundo ele, o partido fez concessões para viabilizar a aliança em torno de Fernando Haddad, mas não poderia ficar sem espaço na chapa majoritária. “Uma candidatura própria ao Senado passa a ser uma alternativa legítima, inclusive para garantir estrutura política, visibilidade e condições mínimas para as nossas candidaturas a deputado federal e estadual”, disse em comunicado à imprensa na segunda-feira (3). Apesar das críticas, o partido aceitou as segundas suplências “em nome da unidade”.

O cenário reflete a complexa engenharia política da base de apoio ao governo Lula, que busca equilibrar forças entre os partidos aliados em disputas majoritárias. A possibilidade de Marina Silva e Simone Tebet assumirem ministérios em um eventual novo mandato presidencial torna as suplências um trunfo estratégico, já que os suplentes podem herdar mandatos no Senado. A escolha de nomes ligados a diferentes legendas também sinaliza a tentativa de acomodar interesses partidários em um momento de alta polarização política.

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