A coligação Brasil Pronto pra Mais, liderada pelo PT, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o pedido de registro da chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que concorrerá novamente como vice. O pedido foi enviado à Justiça Eleitoral às 23h20 desta sexta-feira (7), conforme recibo do Sistema de Candidaturas. Lula disputará a eleição com o número 13.
O documento inclui o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP), que reúne os dados da coligação, e os requerimentos individuais de registro das candidaturas de Lula e Alckmin. O protocolo formaliza o pedido, mas não significa aprovação automática: a documentação ainda será analisada pela Justiça Eleitoral.
Coligação ampla e apoio partidário
A coligação Brasil Pronto pra Mais reúne PDT, PSB, a federação formada por PT, PCdoB e PV, e a federação PSOL-Rede. Ao todo, sete partidos apoiam a chapa, que repete a parceria vencedora de 2022. As candidaturas foram oficializadas no último domingo (2), durante a convenção nacional do PT, realizada em São Paulo.
Trajetória de Lula e programa de governo
Aos 80 anos, Lula disputará a Presidência pela sétima vez, tentando o quarto mandato. Ele concorreu pela primeira vez em 1989, voltou em 1994 e 1998, foi eleito em 2002, reeleito em 2006 e retornou ao Palácio do Planalto em 2022. Além do registro, a coligação protocolou as diretrizes do programa de governo para um eventual novo mandato: o documento tem 84 páginas e coloca a soberania nacional entre os principais eixos. O texto também propõe discutir mudanças nas emendas parlamentares, apoiar o fim da escala de trabalho 6×1 e ampliar políticas de saúde, educação e segurança pública.
O cenário político para 2026 ganha contornos definidos com este registro. Enquanto a chapa petista busca a reeleição, outros nomes já se movimentam, como o pré-candidato ao governo de Alagoas, João Henrique Caldas (JHC), que articula alianças e apoios no estado. A definição das chapas presidenciais nas convenções e as pesquisas de intenção de voto, como as que apontam Lula à frente, mas com vantagem reduzida, indicam uma disputa acirrada. A oficialização no TSE é o primeiro passo formal, e a análise da documentação será acompanhada de perto por todos os envolvidos.
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