Uma pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (10) revela que 31% dos eleitores brasileiros consideram a atuação do candidato ao Senado para “trazer emendas e obras para o estado” como o atributo principal na decisão de voto. O levantamento, encomendado e divulgado pelo G1, ouviu 2.004 pessoas em todo o país e mostra que a capacidade de atrair recursos para a unidade federativa supera outros fatores, como indicações políticas e posicionamentos ideológicos.
Em segundo lugar, 15% dos entrevistados citaram ser indicado do presidente Lula como fator decisivo, seguido por 13% que valorizam o compromisso de votar pelo fim da escala 6×1. A independência em relação à polarização política aparece com 12%, enquanto 11% mencionaram ser a favor do impeachment de ministros do STF. A indicação de Bolsonaro foi citada por 8%, e 4% disseram que nenhuma dessas opções é relevante. Outros 6% não souberam ou não responderam.
Variações regionais e por perfil
A preferência por emendas e obras é dominante em todas as regiões do país, com percentuais que variam de 28% no Centro-Oeste/Norte a 41% no Sul. No Nordeste, 26% dos eleitores consideram a indicação de Lula como o atributo mais importante, enquanto no Sudeste 14% destacam a independência da polarização. Entre os homens, 17% citaram a defesa do impeachment de ministros do STF, contra apenas 6% entre as mulheres. No eleitorado mais jovem, 22% priorizam o fim da escala 6×1.
O levantamento também mostra diferenças significativas conforme o voto em 2022: entre os eleitores de Bolsonaro, 25% mencionaram o impeachment de ministros do STF como fator principal, enquanto entre os de Lula esse índice cai para 2%. Já entre os que se declaram independentes, 18% valorizam a independência do candidato.
Conhecimento sobre o número de vagas
A pesquisa também avaliou o conhecimento dos eleitores sobre o processo eleitoral para o Senado em 2026. Neste ano, cada eleitor votará duas vezes para a Casa, com a renovação de 54 das 81 cadeiras, ou seja, dois terços do total. Cada estado elegerá dois representantes, e os votos devem ser em candidatos diferentes.
Quando questionados sobre quantos senadores poderão escolher, apenas 34% responderam corretamente “dois senadores”. Outros 22% disseram que será um senador, 10% afirmaram três, e 34% não souberam ou não responderam. O dado indica um desafio para a comunicação eleitoral, já que a maioria dos eleitores não tem clareza sobre o número de vagas em disputa.
A Quaest realizou entrevistas presenciais entre 31 de julho e 3 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-06591/2026.
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