A Receita Federal recebeu um total de 44,498 milhões de declarações do Imposto de Renda 2026, ultrapassando a marca de 44 milhões projetada pelo órgão. O número corresponde a todos os documentos enviados até as 23h59 da sexta-feira (29), quando encerrou o prazo de envio sem multa para quem é obrigado a prestar contas. O recorde reflete o aumento no número de contribuintes e a ampliação da base de obrigatoriedade, em um contexto de recuperação econômica e formalização do mercado de trabalho.
O volume de declarações superou as expectativas da própria Receita Federal, que havia estimado um total de 44 milhões de documentos. A diferença de aproximadamente 498 mil declarações adicionais indica uma adesão maior do que o previsto, possivelmente impulsionada por campanhas de conscientização e pela facilitação do processo de entrega por meio de ferramentas digitais. O prazo final, sem multa, foi encerrado na sexta-feira (29), mas o sistema de recebimento ficou indisponível no sábado (30) e só retomou as atividades no dia 1º de junho, conforme informou a própria Receita Federal.
Impactos e panorama político
O recorde de declarações ocorre em um momento de debate político sobre a reforma tributária e a simplificação do sistema de impostos no Brasil. A Receita Federal tem enfrentado pressão para modernizar seus processos e reduzir a burocracia, enquanto o governo federal busca ampliar a arrecadação sem aumentar a carga tributária. O aumento no número de declarações pode indicar uma maior formalização da economia, mas também levanta questões sobre a capacidade do órgão de processar e fiscalizar um volume tão grande de informações.
Para os contribuintes que perderam o prazo, a Receita Federal alerta que a multa por atraso na entrega é de 1% ao mês sobre o imposto devido, limitada a 20%, com valor mínimo de R$ 165,74. A regularização pode ser feita por meio do programa Meu Imposto de Renda, disponível no site da Receita Federal. A expectativa é que, com o encerramento do prazo, o órgão concentre esforços na análise das declarações e na liberação das restituições, que devem começar a ser pagas a partir de junho.
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